Postagens

Mostrando postagens de 2026

Barragem

Imagem
  Quero um ser amável,  Não quero economizar sentimento,  Até porque para as águas,  As barreiras precisam ter muita estrutura, Eu tenho amor guardado,  Conheço a queda que antecede o sentimento,  Mas as barreiras precisam romper… Não se guardam essas coisas, Mas será mesmo,  Talvez o caminho seja só isso, Viver preocupado, Mas ainda dar risada ,fazer piada, Mesmo sem graça ter, Eu amei no passado, E tinha a impressão que não me correspondiam,  E isso formou uma casca aonde deveria estar lisinho, Eu passo lixa e o calo volta sozinho, Andar a cada dia pesa como se bigornas estivessem nos ombros, Mas eu não perco a capacidade de sonhar, Nem de acreditar que eu vou ter fase feliz, feito de livro, Afinal a esperança sempre tá aqui,  Mesmo com tudo dizendo que vai explodir a barragem. 

Jardim de Tempestades.

Imagem
  Eu sou vento, Bagunço seu cabelo e abalo, Até que trema e enlouqueça,  Tem problemas na caixa de Pandora, Mas eles não se tornaram o que são sozinhos , As coisas parecem tornados, De fora me olham e parece que estou totalmente perdida, Eu digo dentro, Vai passar ,vai passar, E também que a vida tem consequências,  Algumas indissolúveis , E outras totalmente escolhidas, Eu passo necessidade, Enquanto tenho paz, Eu te gosto, Mas vivo sem você,  Eu bebo veneno e não morro, Mas morro no final da história,  E não sei o que eu sinto a esse respeito,  Então quando saio do tornado,sorrio e contínuo,  Até vir o próximo. 

Dual

Imagem
  Enquanto lia, Tentava decodificar, Mas do meu lugar, Na minha êxtase,  Eu sei o que eu digo às vezes¹,  Mas não num todo, Alguns filtros acionados, Não agrida, Não invalide, Não seja você, porque você não é o outro, Ai vai cansando o diálogo acaba, Conversas são um palco de ideias, Onde cada um joga uma letra, E dessa letra tentamos ver em conjunto,  Mas cada um na ilha isolada da própria ótica,  Porque meu herói, pode ser seu algoz, O que te faz rir, Pode me fazer verter rios de lágrimas, O que é insípido,  O que é humano, Afinal o que é realmente verdade?

Feriado

  A vida quer, Que a leve a sério,  Mas eu vivo rindo,  Mesmo quando eu choro, Ralar o joelho,  Tentar pegar alguém correndo, Achar que um buraco bem fundo saí na China, Alterar as coisas olhando detrás de um prato, A vida fica, você precisa ser adulta! Mas que dia eu pude ser inteiramente uma criança,  Às vezes você só quer rir, Porque o peido de alguém fedeu demais, Não perder o humor é exercício de criança,  Não leve a sério,  Tente rir do que te deixa puto, Crie fantasia ao invés de expectativa, Algo deu errado, Ai vá se foder seu problema, Dizem que pessoas inteligentes falam palavrão,  Que os homens quebram o seu coração,  Porém coisas flexíveis são mais difíceis,  De quebrar porque elas se dobram, Eu me estico e acho desculpa, Pena, sua criança morreu?

A coragem,de não ser covarde.

 Crianças se desafiam o tempo todo, Duvido, Você não tem coragem,  Eu sempre aceitei o desafio, As vezes eu devia ter vergonha de ter tanta coragem, Até porque ainda não descobri pra que ela serve, A vida ,a.senhora de si , Toda escrita com seus destinos aparentemente todos certos,  Me propõe desafios diários,  Alguns eu vejo analiso,pondero, E deixo pros amanhãs resolverem, Outros bato de frente feito um trem, Não porque tenha proteção,  É a coragem, Ela é um perigo ambulante, Que fazem corajosos passear de ambulância,  Você vai envelhecendo, Mas a coragem tá ali a espreita, Só esperando a vez dela de entrar no,palco E mostrar do que ela é feita… Ontem, ou foi amanhã eu te disse que eu tenho esperança, me sinto viva,e sempre espero coisas boas no caminho.  Será mesmo que eu tive coragem de dizer isso?

Um,problema ,mil agonias

  O problema ri, Porque olho pra ele, Consigo ver pelo espelho, Corro dele, Ele está nas costas, Aonde não alcanço, As coisas não acontecem aos poucos por aqui, Vem em avalanche , Duro é não ter pra quem pedir socorro, Isso é coisa que criança ferida, Quando fica adulta entende bem, Adoro  brincar,  Mas o corpo diz que não quer mais, Ai faço bico, Birra, E ele nem aí , O cérebro avisa que as 4 estações do Vivaldi, não são pra relaxar… Orgasmo é feito pra gozar, Da cara da solidão,  Que não quer gozar sozinha,  O estômago fica com vontade de comer coxinha,  A ansiedade ,agora se juntou agorinha com o problema,e apontou rindo de doer a barriga, Menina olha essa dívida….. Eu,eu,eu tento respirar,  Mas o cigarro vai me matar, Ou vai ser a solidão,  Envelhecimento é cedo ainda?

Probabilidade

  Li em um livro, A pessoa dizia que apareciam,  Pessoas na vida da gente, E que elas nos davam coisas, E nessas coisas se encontravam,  Acalanto. As memórias,  Às vezes não são flashbacks corretos, Mas totalmente, Se pesam, Como um filme de drama. Esses fragmentos de solidão,  Se juntando e te dizendo coisas mudas, A pessoa fez de novo… Tudo que já aconteceu, E você não soube como lidar, De repente cai,  Aquela bigorna, Desconfortável.  Atos destroem, As coisas como deveria ser, Também,  Se pudéssemos dizer, Olhar nos olhos, E falar, Esperança que houvesse conexão,  Me perdoe…. As lembranças fazem brincadeira de roda,  Na mente, Em tudo que se sente,  Fico em modo estático,  Porque dói,  Se mexer, Mas realmente o que dá pra fazer?

Cesta com frutas,o enfeite de mesa.

 Cesta de frutas na mesa do vizinho, Alguns tem, algumas coisas, Enquanto outros vivem sem, Que vontade de comer uma coisa, Diz a criança em sua inocência, Ela sabe que não pode pedir, Simplesmente.  Apesar da inocência   Atos são cobrados, Como no mundo dos adultos, Com violência. Sobreviver, não é o mesmo que estar vivo, Queria poder mostrar pras crianças, Que pedir com vontade, Não precisa ter castigo de volta, A vida tem momentos de tensão, mas também tem leveza, Mas não podemos mentir, Acaba o gás, Outra criança tem desejos, Existem doenças, no corpo, na alma,  Depois de tanta vivencia o eu adulto quer poder ser criança , Mas o tempo já passou do meio, Talvez mais próximo do fim,  Passo glitter nas unhas, Espero secar.

Baile de máscaras dos traumas

  Esse baile parecia importante, Então vesti minha máscara, E fui dançar, Mesmo sem saber os passos da quadrilha, Não era Veneza, Mas tinha rios, E esses rios de gosto salgado e doce, Podiam ser lagrimas, De quem? Quem sabe.... Em barulhos os decibéis trazem lembranças, Preciso me acalmar , Senão minha máscara muda, Não quero errar, No erro de jogar o que eu sinto todo no seu colo. Essa máscara não foi você, quem fez.,, A mascara do medo, Eu vejo, Por mais que escondam, Porque conheço o desenho dela, Queria acertar, Mas vivo errando esses passos, Por mais que venha treinando, Mas ao mesmo tempo, Quero enfrentamento, Que me joguem tomates podres, Pra que ai eu quebre a mascara, E possa deixar as emoções no lugar que Elas devem.                                        

Imóvel

  Depois do fogo santo, Vem a clareza, Esses móveis precisam de mudanças E eu de socorro, Mas a quem? Alguns rezam, Pedem a forças exteriores que os libertem das suas angústias, Infelizmente só sei falar a linguagem dos pecadores , Entendo a malícia até a perversão as vezes, Afinal prefiro mostrar o corpo, Do que a minha alma, Essa sim guardada a 7 chaves, Com decodificação digital, Com uma esfinge fazendo perguntas que ninguém sabe responder, Se alguém perguntasse conto todos meus erros, E até porque cometi, Um a um, Ninguém tem responsabilidade, Em cada abandono que aconteceu? Pés que andam demais tem calos por todos os lados, Então qual resposta seria de um corpo, que quebrou sem nenhuma marca aparente, E dói como se o botão de volume tivesse quebrado.                            

Fogueira Santa

          Eu quebrei um copo, E não consegui esconder os cacos... Alguém aos gritos me cobra, Que eu não tivesse quebrado, E nesse interim   enquanto a dor, Faz meus olhos suarem, Eu fico querendo, Que o copo volte a forma antiga, A pele ao contato do seu ódio, Me dói em vários lugares diferentes, Essas marcas vivem em mim de forma integral, E a mais de uma década ressoam todo dia , Não existe terapia, que nos salve de nós mesmos Quando se tem mais dor que aguenta , Que ela transbordou e faz parte de você , Eu canto musicas, Falo comigo em voz alta, Eu sei que minha memória é um castigo   E que no fundo ninguém tem culpa A vida se tornam ciclos E eles nos viciam, Eu não me autorizo a viver a tristeza de forma integral, Porque não acho que ela me mereça  . Vejo os pares que a vida me propõe como analgesia, Preciso de distração constante,   Sei que a casa esta pegando fogo, Mas não...

As vezes,tem sussurro

  As vezes a angústia me abraça apertado, Que parece que nunca mais vou conseguir respirar... Será que o mundo todo lida com consequências dos próprios erros? Pedir ajuda me custa, Que prefiro cometer mais erros, até que algum acerto me sobre,   Tem peso demais na minha existência, ou eu sou fraca ao carregar? Eu queria dizer exatamente o que eu sinto, Mas não acredito que alguém se importe, Enquanto isso a vida ao meu ouvido, Aos sussurros me implode, Aguenta, Aguenta Enquanto tudo explode.        

Estrógeno

  Eu cheio de tédio, Busco, mas não sei o que realmente , Ficar decodificando, cansa.   Esse códigos sociais, Que mais parecem números, E eu não entendo matemática, Sempre espero que de mim, Ninguém nada espere, Porque dar, Depende de saber o que o outro quer, E o outro também precisa saber, E estamos entediados, Acumulados, Parece que existem coisas que eu desejo, Mas que nunca vou ser, Afinal aves sabem nadar? Parece que meus hormônios, Comandam mais que tudo e minha vontade é coadjuvante, Mas ao todo, contudo porém e sempre, Continuo apresentada cheia de poeira em uma estante.                  

Detalhes

  O sonho meu ,eu sem roupa, Eu sei que é sonho, Mesmo assim sinto vergonha de ser vista, E acordada me sinto em dúvida.... Cada coisinha um peso no dedinho do pé, Tantas coisas e nenhuma tem como dividir realmente, Certas coisas queria ate falar em voz alta, Mas quem iria ouvir realmente, Contudo certeza essa ,que a vida finda, E as intenções são as melhores, Vou seguindo sem roupa mesmo, Ao meio de pessoas de terno, Quem por baixo nuas estão, Tem dia que eu só queria silencio e escuro, Tem dias que queria só barulho, E na maioria dos dias só sei que ainda estou viva, Se vivendo..  Espero que sim.                        

Caça Niquel

  Aqui cesta de ovos, Mas podia ser uma floresta densa, As vezes viver sem nada é impossivel, E você procura entender, Da forma que consegue, Se o lugar é feio, Você imagina um jardim, Inspiração, Respiração, Transpiração, De onde vem tanta água? As pessoas falam, Eu assimilo, Eu leio, Eu piro, Porquê..... Tudo se transforma em porque ou onde, As respostas, Cruas não vão digerir bem, Então transformo em algo que o meu eu aguente, Aí as fichas vão caindo, E pareço um caça niqueis vencedor, Olho pro pote cheio de moedas, Que faço com tudo isso?                              

Apartamento

  Eu   deixei você ir, E você foi embora tão feliz.... Hoje quando tento lembrar do seu rosto, Não vem facilmente, Mas tudo que foi ruim, É brilhante feito diamante, Principalmente quando há luz dentro de mim, Eu faço das palavras minha arte, Não acho que alguém entenda, Porque é abstrato, Feito nuvens em dias de sol, Cada um vai desenhar, De acordo com o que já possa ter sentido, Você é uma parte de mim, Não gosto nada disso, Parece que está tocando um disco, A vida flui em ciclos, Esse apartamento, Vida dividida entre antes e agora, Porque rever filmes, Que já sabemos o final? Esse apartamento precisa ser alugado? Ou reformado?                                              

Aonde mora o Amor?

Imagem
  Onde o amor anda estando , Que não me faz mais parada , Ouvi ele em uma música, Alguém estava o querendo, Ou estava sofrendo, E tanto faz, Qual a diferença? Eu e o amor, Estamos distantes, Afinal que projeção é essa, Que o amor provoca, Tem tanta gente procurando, Ele fica se escondendo, Só pode.   Eu quero, As vezes, E as vezes penso... No que estaria sobrando pra dar assim de bom grado , Mas de todo jeito o amor me esqueceu, Ou talvez o cupido esteja bêbado, Ou a minha lucidez, Me fez perder o brilho, Que só enxerga os que estão no escuro.                                

2 Cervos

Imagem
  Eu fugi de casa.... E isso me complica, Quem vai me enfrentar,  Quando eu fingir, Ninguém assisti , Minhas birras, Não tem palco, Nem cenário,  Me perco  Nas falas, Porque esqueço que queria dizer, Eu queria te querer,  Mas eu ,não sou quem você pensa.... Não faço parte da sua ilusão,  Era espectadora, Aquela que batia palmas, Tentava incentivar,  Se solte, Não volte, Não vá morar sozinho, Venha enlouquecer comigo. Eu um hospício,  Aonde tudo é louco, Permitido,  Por tantas vezes pervertido,  Ser comum, Ter desejo de manada, Tão tedioso, Essa vagabundagem, Tédio , alucinógenos da vida, Quem é você sem ninguém assistindo, Quem sou eu,quando me permito.

Adoradores do Tesão

  Não sei aonde mora, Nem endereço mais eu tenho, Sinto apreço, A sua esquisitice, Me atrai, Algumas coisas em mim, São partes, E elas não são um todo.   Entro em devaneio, Mas olhando de perto, Ele é coletivo, Você é 2D, E tem partes escondidas, Eu de tão aberto, Sou um fecho, Ponto final.   Seria mágico, Se não houvesse tanta covardia, No mundo, No todo, Nos poços de desejo, Que vamos e vamos cavando, Mas nada vale mais, Que temperatura, Olhos, Cheiro, De alguém admirando, Quanto posso ser louco, Não sou um eu, Sem ter mais um, Mas no momento sou nenhum.                                              

Andarilho selvagem

Imagem
  Tinha, Tinha medo sim, Mas ainda não sei exatamente  Se de você,  Ou se de mim,  Encantos são cristais,  Eles ressoam, ressoam, E quebram quebram, sim . Eu fui embora, E as vezes desejei ter ficado,  Mas também desejei , Que se tornasse algo de verdade, Mas a verdade do meu desejo, que tu fosse, Agora pareço sentir falta de contato,  Aconchego, E não é medo que impede, É mais prudência, cheia de medida, Queria outros problemas, Talvez seja pior, Eu gosto de gritar em cima,  Porque o mundo me ouve melhor.

Novo dia,vida velha.

 Um dia eu fugi de casa, Mas ninguém se importa, Eu fui e voltei, Fico retornando sempre do mesmo jeito, Esse tédio de existir,  Medo de entrega, Mas pra quem eu daria alguma coisa? Alguém quer.... E pra quê... Prefiro brincar de cosplay de casalzinho, Do que realmente adicionar passarinho no ninho, Ouvi grito, O bastante pra ele fazer falta, É loucura, eu sei. Quero que alguém me enfrente, Pra ver se realmente eu quero,  Fugir de casa novamente.

Renovar

  Tudo morre, Mas também se corre, O tempo parece estar contra, E o desejo de resolver se torna um problema crônico, Da onde vem essa graça, De que tantas asas poderia ser Garça, Aonde se morre, Continua se vivendo aos montes, Partida são redemoinhos tristes, Mas aí se esquece facilmente o que se foi, Me falaram prazos e eles não se cumpriram, Aí entendi que de verdade, verdadeira, Ninguém sabe nada... E ainda sim a areia escorre, contando o tempo, Acreditar e ter esperança é como crer no vento, E que fico absorto em pensamentos.      

Memória de colo.

 Esses hormônios,  Ainda vão me enlouquecer, Porque determinado hormônios,  Me faz querer, Tenho flashes e neles alguém me abraça,  Mas isso logo passa, Quando criança era pesada demais pra colo, Então raramente via o mundo de cima, Não encontro aconchego, Nem tô encontrando rima, Até porque me encontro em ilha, Aqui arquipélago,  Lembro de um colo que me deram, E ficou pra sempre aqui gravado, Eu preciso de você,  Ou só estou esperando recado?

Ato primeiro da cutucação.

 Me mexo, Mas ate no mínimo movimento sinto o mundo todo nas costas, Queria me sentar confortavelmente e ouvir alguém contar historias, Por horas, Pode ser que por anos, Tudo e nada são inconstantes, Demais e eu me perco em um instante,  Porque pisquei,  Você me deixou, Ou fui eu que me levei embora? Sempre tantas perguntas, E nenhuma vai ter resposta que valha a pena, Será que perguntar é tão importante quanto dizem? Eu sou eu, Você é você,  Existimos,  Mas não na mesma forma,nem núcleo,  Somos humanos... E até nisso tem medida, Hoje fiquei me cutucando com as unhas, Mesmo sabendo que não pode, E nisso fico enrolada, Feito os chifres do bode.

Desenhos

  Quando crianças somos imaginação , Olhamos pra cima quase que o tempo todo, Tudo é tão grande..... Dentro da cabeça a criança está lá, Mesmo que já madura está, Podia e queria continuar brincando, Pena que o corpo não acompanha a cabeça, Sinto falta de quando olhava pra cima, Mas tem essa voz que diga esqueça, Permaneça, Não se endureça, Porque tudo é vão, O que é liquido escorre na vala, Quanto tempo pra acabar o desenho será que falta?

A creche dos sonhos adultos.

 Era uma vez, Era uma criança,  Mas ela não podia ser, Senão a casa de bonecas ia ruir, E as coisas na sua cabeça iam cair. Em outra vez essa criança cresce,  Pra cima, pros lados.... Mas em volta só vê crianças,  E acha graça,  Afinal crianças são tão bonitinhas.... Acha fascinante enquanto vê essa criança,  Fazendo birra, Se debatendo, Porque ninguém controla ela afinal? Existe um preço em se deixar essa criança aonde ela deveria estar, Mas não somos todos que pagamos, Acho graça na birra alheia,  Como criança grande,  Nessa grande creche dos desejos, Porque,talvez, Tenha inveja de quem nunca abandonou essa criança,  Porque eu nunca fui.

Solitária

  Em filmes sempre nas penitenciárias, Tem a tal da solitária, Que quando se comportam mal é lá que ficam , Mas na vida, As vezes é real, Ficar preso e sozinho, Mas foi você que se prendeu realmente, Eu faço contas, Que nunca batem, Olho pra realidade, Não vejo graça nenhuma, Dissocio, E nisso associo brincadeiras de adulto, Quem é você na madrugada que ninguém realmente vê, Suas limitações de ser, Me fascinam, Enquanto nado no meu próprio desespero, Porque não posso fugir da realidade, Ela sempre a espreita, Preparada pra atacar.  

Cigarros

  Um homem, Disse que ia comprar cigarros, E nunca mais voltou, Enquanto isso na estação da minha vida, Queria deixar algumas malas e seguir viagem, Mas eu não sou homem, E corajosamente carrego essas malas, Tem dias que eu suo, Minha temperatura corporal desregula, Sorrio tentando disfarçar a palidez, Mas eu sempre invento de olhar meus olhos no espelho, Eles espelham solidão, Dessa que nada pode abortar, Enquanto dissocio criando histórias que eu só sei como encontram desfecho, A estação muda de lugar, Aumenta o preço dos bilhetes, E as malas se multiplicam, Não sei quem eu seria sem bagagem, Nem se fosse comprar cigarros.

Eu escrevo,você me apaga.

 Eu escrevo, Porca, Eu existo, Gorda,baleia saco de areia,comeu banana podre morreu de caganeira... Alguém grita,  Gostosa, Mas no escuro não sei quem falou, Eu tento apagar a lembrança, Lixo,lixo,lixo Além do que eu existo, Parece estar sempre em conflito, Não falo a mesma língua que a sua,  Sempre nervosa, porque os nervos se ativaram lá na infância , Mesmo assim eu te amo, Mas, queria que você nunca mais falasse, Eu não sou como você,  Por isso que é tão difícil conviver, Não quero que ninguém seja triste, Mas também não quero te fazer feliz, Isso seria um contador de pingos, Em um abismo abismal,  Eu vou deixar de existir em algum momento, Minha felicidade existe, Nesse lugar de eu não ser você. 

Limiar de dor

  Quero chorar, Que se ajunte tanto, Que em rio de lagrimas possa nadar, Quem sabe se eu flutuasse, E assim entrasse em estado de analgesia, Acendo um cigarro, Queria ter lagrimas pra apagar a chama, Tem doído tanto, Engraçado, Antes tinha saúde corporal de sobra, Mesmo assim todo mundo odiava, Ate que eu também entrei no coro, Oh lá lá Oh lá lá Vamos nos odiar, Hoje mesmo com mais saude mental, Colho os louros do seu ódio, Porque machucou tanto dentro, Que parece o corpo está todo cortado, Que a vida é injusta eu já sei, Porque mesmo se quisesse não tinha como devolver tanta, maldade das suas palavras, Eu hoje criança grande, Corpo atrativo nas sombras, Tentando entender como cheguei nesse ponto, É sentar nesse trono espinhoso até a morte vir buscar?

Sombras do meu eu.

 Brinco de pique esconde com a vida, Mas a dor de existir, sempre acaba me achando, As vezes nos pesadelos me escondo em poças rasas,  Eu tento compreender, Mas isso mesmo me escapa, Nado no raso dos outros,  Porque essa simplicidade me encanta, É tudo tão preto no branco, Enquanto por dentro sou toda colorida, Esse mar de profundidade, É inútil,  Porque eu não consigo me compreender,  Tem tantas interpretações, me perco em personagem, Porque não quero protagonismo, Quero ser coadjuvante, Mas a vida é minha, Mas parece que não sou eu, Que escreve essa historia.

Crianças

  Éramos inocentes , Porque achávamos que sabíamos, Era um tiquinho maior e com mais idade, E seu corpo já denotava maturidade, Que dentro não existia, Porque a vida mostrou seu lado feio, Enquanto brincávamos de casinha, Décadas se passaram, Eu fico vendo suas feridas abertas, Já me senti responsável, As vezes a sua dor me ultrapassou, Mas que criança tem maturidade? As coisas se aconteceram e foram doloridas, Mas realmente a culpa do que foi, Não foi minha....

Sombras

 Quando criança invoquei com a minha sombra, E a ficava perseguindo, Ate hoje não entendo o fascínio,  De alguma forma acabei aprendendo, A ver e lidar com as sombras alheias, Ninguém é só sombras, Nem cheio de luz feito vagalume, O fato de aceitar, O que nem sempre é aceitável,  Vem do lugar de um ser frustrado que tentou, Tentou e perdeu, Afinal ninguém muda na essência,  Não da pra criar casas na ilusão que elas nunca vão desmoronar, A água dos olhos turvam, Mas a própria agua leva tudo embora, Então eu aceito, Isso não me faz palhaça, Só economista da carga alheia, Afinal quem você é não é problema meu, E as sombras só aparecem na luz.

Fantasiados

  Quem sou eu dentro, Das fantasias que performa, Quem eu sou, Vivendo, Sangrando, Rindo do perigo, Mostrando o dedo do meio pras adversidades Eu nunca entendo sua lingua, Deve ser porque a sua nunca tocou a minha, Numa vida normal a gente nunca seria um par, Nem nas fantasia somos, Porque eu perdi o cadarço, Que amarrava meus pés.

Prudente

  Nasci e algum tempo depois, Gelo caiu do céu, Muito nova, Reconheci, E vi, Sem parar a crueldade, Risos nem sempre compõem, A Alegria, As vezes o cerne do ser humano, Me dá alergia, Hoje em dia me alegro, Porque o medo ficou na infância, Sou mais prudente, Mesmo rangendo os dentes, Não é o medo que me dirige, Sim o discernimento, Porque desde o nascimento, A aceitação não vem, Ela não vai vir, E isso realmente não importa, As todos filhos da puta, Que me aclamaram, Fecho as portas.

Terror

  Nos filmes as “mocinhas “nunca correm pra o lugar correto, Abjeto meus sentimentos, Porque eles não cabem, Porque será que sinto o cheiro do medo, Me mostro crua, praticamente vertendo sangue dos poros, Enquanto digo claramente, Você não me quer. Mas seu medo de perder a fantasia que me colocou é ainda mais forte e permanece, Nesse estado de caos, Eu observo a vastidão do abismo, nas suas palavras, Eu não performo amor, Minha ética não permite, Mas posso ter carinho até por predadores, Porque cada um tem seu papel, E o meu não é mexer na essência alheia, Sinto falta de ser realmente desejada, Porque o vento me toca, E me causa dores, Te falta coragem, E na minha vida amores.  

Masturbação Mental

  Na cela dos desejos escondidos, Te vejo, Porém não consegue me ver totalmente, As pessoas querem me esconder, E é impossivel, Porque ocupo lugar visual, E aparentemente mental, Então nas madrugadas, Os desejos se encontram, Se masturbam simultaneamente, Mas o gozo nunca vem realmente, O orgasmo nada mais é um incômodo gostoso,numa explosão de sentidos, Seja solitário, Seja acompanhado, Fico nesse lugar de musa de desejos alheios, Mas nem pedi esse papel, Mesmo sabendo que tenho controle total, Que posso sair de cena, Deixar o palco, Eu ainda não quero, Eu não tenho preparo, pra viver algumas coisas novamente, Então vejo seus ensaios, As mentiras que conta pra si mesmo, Eu aceito as pessoas como são, Piamente, só por ser, Queria que entendesse que realmente não sirvo pra você.  

Necessito

  As pessoas sonham, Enquanto o meu eu encontra paralisia, As pessoas estão correndo, Procurando normalidade, Tentando serem parecidas com outras, Eu quero ficar boiando, olhando pro céu, Vegetar é preciso, Assim encontro minhas raizes, Tenho impulsão de vulcão, Corto o cano do óleo do freio, Fico de canto vendo a fogueira, Enquanto isso sinto emoção por todos os poros, Não se precisa de freio, quando se saber o quer... Enceno cenas, Na minha cabeça, Na cabeça dos outros, Observo o desejo alheio de microscópio, Mas tem dias, que sinto falta de calor, Por mais que me ocorra horror, Eu não tenho medo, Mas também não estou correndo atrás, dos que os outros tem.  

Pragmatismo

  Sinto dores, Que não tem resolução, Me sinto amarrada em um poste, E o anoitecer vem chegando, Alma corroída, Penso e penso e ainda continua doendo, Crio mundos, Para que neles eu possa sorrir, Entro nas suas loucas fantasias, Sem ao menos sentir, Me processo em realidade, Porque é aonde sempre estive, Me anestesio no prazer do meu coração bater, E conseguir ter amor pelas sombras das pessoas, Porquê não posso ter certeza, De como o futuro vai ser, Mesmo na sua ingenuidade, Tenho esperança de te ver crescer.  

Houve uma vez.

 Houve uma vez, Tanta paixão,  Tantas primeiras vezes pra mim, Houve uma carro, Cassia Eller tocando no radio, Houve olhares,  Muitos hormônios... Tantos planos de um futuro em conjunto, Houve entrega, Que eu nem podia dar, Você machucou meu coração e ele segue sangrando, Você passou um recado, E eu fico achando que entendi errado, O que mudou e foi tão de repente, Você se perdeu de mim na neblina, No rádio tocava, não tem explicação,  Não tem, Não tem explicação,  Explicação,  Não tem explicação,  Não tem, não tem.

Dança solitária.

 Eu preciso, Eu sei que é, A solidão dança,  Fazendo passos bonitos, 1,2,3 Mas ela de repente para e me olha, Sinto medo, Sinto frio, Quero fugir, Na cabeça ecos, Tentando entender, qual foi a porra que aconteceu, Me complico dentro da minha visão do que é certo, Está tudo errado... Que eu fiz? O que fizeram comigo... Não consigo olhar pra solidão,  Apesar dela ser companheira, Sozinho eu não sofro, Mas sozinho eu não vivo de verdade, Complicado não aparento a minha idade. 

Despida

  E   hoje aqui , Me despeço de mim, Não, isso não é um Adeus, Mas algumas coisas , Precisam ir embora. Eu vivo no aqui, Nunca no que foi, nem no que será, As pessoas me acham forte, Mas é só calo, Quando tudo dói tão constantemente, Caleja o que sente, Não é como se eu pudesse viver diferente, Porque por mais que se sente, As coisas tem o próprio caminho, Talvez esteja cansada de andar em espinhos, De não saber que tem nesse caminho, Querem que me submeta, Para que por amor, Eu me escravize, Dói não ser amado, Apenas porque você existe, A esperança companheira, Vai melhorar, Vai   melhorar, E eu espero esse dia chegar.  

Maturado

  Desde de criança, Queremos amor dado, Visibilidade grata, E ser o centro do universo dos outros, A cada centímetro crescido, Nos vemos em um espelho, Ele é vermelho, Quando que deixamos de rotacionar em volta do Sol? Alguns são notados , O tempo todo o dia inteiro, Porque é social, Esses “defeitos” entre aspas cabeludas, A culpa de ser nem sempre é sua, Mas depende de qual “recado você decifra, O que você quer ser quando crescer, Que horas posso voltar pra casa? Diga adeus e atravesse a rua, Não, não importa o quanto não esteja pronto, Passou uma nave estelar, No céu do meu devaneio, Você diz com a boca, E eu sinto com o seio.        

Acho que sou triste.

 Acho que estou triste, Não tem tempo pra isso,  Se abstraia, Acho que estou triste, Mas também sinto tesão,  Sensação de inadequação, O que eu faço com tanto desejo, Acho que estou triste,  Vejo o quanto tenta me manipular,  Mas já sou boneco a algum tempo, Por mais que se puxem as cordas, Me jogo no chão em negação profunda, Acho que estou triste, Mas o tempo das coisas, Não me dá tempo o bastante, Pra poder digerir as minhas tristezas, Acho que estou triste Porém sou feliz também,  As vezes perco o equilíbrio,  Porque tento entender esse emaranhado,  Olhando no espelho, Meu rosto sempre suado, Sempre molhado,  Tristeza e mais uma cambada de sentir, em devaneio, Afinal qual é a hora de se puxar o freio.

3 Dragões

  Na beira do abismo, Não sei se é, Esse vazio que pressinto, Personagem criado pra causar dor e lembrança , Mas só consigo ver a criança, Tenho compaixões complicadas, Talvez nem sempre usadas, A minha armadilha predita, É o fogo eterno, O 3 dragões que habitam o meu ser, Talvez por isso que eu queira mostrar, Mas você tem vazio demais pra lidar, E nisso nunca vai realmente me ver, Enquanto cria seus ensaios de vida, Que nunca vai viver, Eu vivo na beira, controlando impulso de me jogar , Eu não tenho medo nenhum de viver, Mas estou cansada de brincar de cabo de guerra, Não tem ninguém ganhando, Só meu braço cansando, Se eu não tivesse sacado no começo, Até seria mais interessante, Porém os personagens, Que habitam a minha realidade que não existe, Também são do seu formato, Largo a corda, Jogo no abismo, Sem medo que tenha perigo.  

Sintonia

  Somos medo e compaixão, Dançamos livremente, Porque sabemos, Que todos mentem, Na forma que se enganam, Acredito tanto na sintonia, Que nem preciso, Mudar o canal, Somos espelhos invertidos, Nesse inverso de não se ver claramente, Mas acreditamos no fora, Mais no que está dentro, Espero sua verdade, Que seja liberdade, Que se torne felicidade, Porque amor tem dessas coisas, Felicidade alheia da quentinho no coração, Eu sei que te amo, E sempre é bom dizer, Que as nossas dores se curem, Para que podermos viver. 14 de agosto 2026  

Decodificando

  Eu fui,ficando ficando, Eco,eco.... Grito,mas nem posso expressar, Decodifico,porém não posso te fazer enxergar, Porque converso com o vazio das pessoas? As pessoas se dão importância, Pra conseguirem estar de pé, Eu,eu Nem consigo dar uma marcha ré, Enquanto tenta me dirigir, Eu lembrando que não tenho volante, Só   tenho Tenho, Desejo ,fogo constante, Carrego, mala, Mapa, Sei pra onde quero ir, Estou nessa parada, Porque parada estou, Porque o pulso ,sempre está pulsando, Tenho história, Muita vida regressa, Elas passam filmes na minha testa, Hoje me senti horrível o dia todo, E não quis mais você, Você só fala de você.