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Novo dia,vida velha.

 Um dia eu fugi de casa, Mas ninguém se importa, Eu fui e voltei, Fico retornando sempre do mesmo jeito, Esse tédio de existir,  Medo de entrega, Mas pra quem eu daria alguma coisa? Alguém quer.... E pra quê... Prefiro brincar de cosplay de casalzinho, Do que realmente adicionar passarinho no ninho, Ouvi grito, O bastante pra ele fazer falta, É loucura, eu sei. Quero que alguém me enfrente, Pra ver se realmente eu quero,  Fugir de casa novamente.

Renovar

  Tudo morre, Mas também se corre, O tempo parece estar contra, E o desejo de resolver se torna um problema crônico, Da onde vem essa graça, De que tantas asas poderia ser Garça, Aonde se morre, Continua se vivendo aos montes, Partida são redemoinhos tristes, Mas aí se esquece facilmente o que se foi, Me falaram prazos e eles não se cumpriram, Aí entendi que de verdade, verdadeira, Ninguém sabe nada... E ainda sim a areia escorre, contando o tempo, Acreditar e ter esperança é como crer no vento, E que fico absorto em pensamentos.      

Memória de colo.

 Esses hormônios,  Ainda vão me enlouquecer, Porque determinado hormônios,  Me faz querer, Tenho flashes e neles alguém me abraça,  Mas isso logo passa, Quando criança era pesada demais pra colo, Então raramente via o mundo de cima, Não encontro aconchego, Nem tô encontrando rima, Até porque me encontro em ilha, Aqui arquipélago,  Lembro de um colo que me deram, E ficou pra sempre aqui gravado, Eu preciso de você,  Ou só estou esperando recado?

Ato primeiro da cutucação.

 Me mexo, Mas ate no mínimo movimento sinto o mundo todo nas costas, Queria me sentar confortavelmente e ouvir alguém contar historias, Por horas, Pode ser que por anos, Tudo e nada são inconstantes, Demais e eu me perco em um instante,  Porque pisquei,  Você me deixou, Ou fui eu que me levei embora? Sempre tantas perguntas, E nenhuma vai ter resposta que valha a pena, Será que perguntar é tão importante quanto dizem? Eu sou eu, Você é você,  Existimos,  Mas não na mesma forma,nem núcleo,  Somos humanos... E até nisso tem medida, Hoje fiquei me cutucando com as unhas, Mesmo sabendo que não pode, E nisso fico enrolada, Feito os chifres do bode.

Desenhos

  Quando crianças somos imaginação , Olhamos pra cima quase que o tempo todo, Tudo é tão grande..... Dentro da cabeça a criança está lá, Mesmo que já madura está, Podia e queria continuar brincando, Pena que o corpo não acompanha a cabeça, Sinto falta de quando olhava pra cima, Mas tem essa voz que diga esqueça, Permaneça, Não se endureça, Porque tudo é vão, O que é liquido escorre na vala, Quanto tempo pra acabar o desenho será que falta?

A creche dos sonhos adultos.

 Era uma vez, Era uma criança,  Mas ela não podia ser, Senão a casa de bonecas ia ruir, E as coisas na sua cabeça iam cair. Em outra vez essa criança cresce,  Pra cima, pros lados.... Mas em volta só vê crianças,  E acha graça,  Afinal crianças são tão bonitinhas.... Acha fascinante enquanto vê essa criança,  Fazendo birra, Se debatendo, Porque ninguém controla ela afinal? Existe um preço em se deixar essa criança aonde ela deveria estar, Mas não somos todos que pagamos, Acho graça na birra alheia,  Como criança grande,  Nessa grande creche dos desejos, Porque,talvez, Tenha inveja de quem nunca abandonou essa criança,  Porque eu nunca fui.

Solitária

  Em filmes sempre nas penitenciárias, Tem a tal da solitária, Que quando se comportam mal é lá que ficam , Mas na vida, As vezes é real, Ficar preso e sozinho, Mas foi você que se prendeu realmente, Eu faço contas, Que nunca batem, Olho pra realidade, Não vejo graça nenhuma, Dissocio, E nisso associo brincadeiras de adulto, Quem é você na madrugada que ninguém realmente vê, Suas limitações de ser, Me fascinam, Enquanto nado no meu próprio desespero, Porque não posso fugir da realidade, Ela sempre a espreita, Preparada pra atacar.  

Cigarros

  Um homem, Disse que ia comprar cigarros, E nunca mais voltou, Enquanto isso na estação da minha vida, Queria deixar algumas malas e seguir viagem, Mas eu não sou homem, E corajosamente carrego essas malas, Tem dias que eu suo, Minha temperatura corporal desregula, Sorrio tentando disfarçar a palidez, Mas eu sempre invento de olhar meus olhos no espelho, Eles espelham solidão, Dessa que nada pode abortar, Enquanto dissocio criando histórias que eu só sei como encontram desfecho, A estação muda de lugar, Aumenta o preço dos bilhetes, E as malas se multiplicam, Não sei quem eu seria sem bagagem, Nem se fosse comprar cigarros.

Eu escrevo,você me apaga.

 Eu escrevo, Porca, Eu existo, Gorda,baleia saco de areia,comeu banana podre morreu de caganeira... Alguém grita,  Gostosa, Mas no escuro não sei quem falou, Eu tento apagar a lembrança, Lixo,lixo,lixo Além do que eu existo, Parece estar sempre em conflito, Não falo a mesma língua que a sua,  Sempre nervosa, porque os nervos se ativaram lá na infância , Mesmo assim eu te amo, Mas, queria que você nunca mais falasse, Eu não sou como você,  Por isso que é tão difícil conviver, Não quero que ninguém seja triste, Mas também não quero te fazer feliz, Isso seria um contador de pingos, Em um abismo abismal,  Eu vou deixar de existir em algum momento, Minha felicidade existe, Nesse lugar de eu não ser você. 

Limiar de dor

  Quero chorar, Que se ajunte tanto, Que em rio de lagrimas possa nadar, Quem sabe se eu flutuasse, E assim entrasse em estado de analgesia, Acendo um cigarro, Queria ter lagrimas pra apagar a chama, Tem doído tanto, Engraçado, Antes tinha saúde corporal de sobra, Mesmo assim todo mundo odiava, Ate que eu também entrei no coro, Oh lá lá Oh lá lá Vamos nos odiar, Hoje mesmo com mais saude mental, Colho os louros do seu ódio, Porque machucou tanto dentro, Que parece o corpo está todo cortado, Que a vida é injusta eu já sei, Porque mesmo se quisesse não tinha como devolver tanta, maldade das suas palavras, Eu hoje criança grande, Corpo atrativo nas sombras, Tentando entender como cheguei nesse ponto, É sentar nesse trono espinhoso até a morte vir buscar?

Sombras do meu eu.

 Brinco de pique esconde com a vida, Mas a dor de existir, sempre acaba me achando, As vezes nos pesadelos me escondo em poças rasas,  Eu tento compreender, Mas isso mesmo me escapa, Nado no raso dos outros,  Porque essa simplicidade me encanta, É tudo tão preto no branco, Enquanto por dentro sou toda colorida, Esse mar de profundidade, É inútil,  Porque eu não consigo me compreender,  Tem tantas interpretações, me perco em personagem, Porque não quero protagonismo, Quero ser coadjuvante, Mas a vida é minha, Mas parece que não sou eu, Que escreve essa historia.

Crianças

  Éramos inocentes , Porque achávamos que sabíamos, Era um tiquinho maior e com mais idade, E seu corpo já denotava maturidade, Que dentro não existia, Porque a vida mostrou seu lado feio, Enquanto brincávamos de casinha, Décadas se passaram, Eu fico vendo suas feridas abertas, Já me senti responsável, As vezes a sua dor me ultrapassou, Mas que criança tem maturidade? As coisas se aconteceram e foram doloridas, Mas realmente a culpa do que foi, Não foi minha....

Sombras

 Quando criança invoquei com a minha sombra, E a ficava perseguindo, Ate hoje não entendo o fascínio,  De alguma forma acabei aprendendo, A ver e lidar com as sombras alheias, Ninguém é só sombras, Nem cheio de luz feito vagalume, O fato de aceitar, O que nem sempre é aceitável,  Vem do lugar de um ser frustrado que tentou, Tentou e perdeu, Afinal ninguém muda na essência,  Não da pra criar casas na ilusão que elas nunca vão desmoronar, A água dos olhos turvam, Mas a própria agua leva tudo embora, Então eu aceito, Isso não me faz palhaça, Só economista da carga alheia, Afinal quem você é não é problema meu, E as sombras só aparecem na luz.

Fantasiados

  Quem sou eu dentro, Das fantasias que performa, Quem eu sou, Vivendo, Sangrando, Rindo do perigo, Mostrando o dedo do meio pras adversidades Eu nunca entendo sua lingua, Deve ser porque a sua nunca tocou a minha, Numa vida normal a gente nunca seria um par, Nem nas fantasia somos, Porque eu perdi o cadarço, Que amarrava meus pés.

Prudente

  Nasci e algum tempo depois, Gelo caiu do céu, Muito nova, Reconheci, E vi, Sem parar a crueldade, Risos nem sempre compõem, A Alegria, As vezes o cerne do ser humano, Me dá alergia, Hoje em dia me alegro, Porque o medo ficou na infância, Sou mais prudente, Mesmo rangendo os dentes, Não é o medo que me dirige, Sim o discernimento, Porque desde o nascimento, A aceitação não vem, Ela não vai vir, E isso realmente não importa, As todos filhos da puta, Que me aclamaram, Fecho as portas.

Terror

  Nos filmes as “mocinhas “nunca correm pra o lugar correto, Abjeto meus sentimentos, Porque eles não cabem, Porque será que sinto o cheiro do medo, Me mostro crua, praticamente vertendo sangue dos poros, Enquanto digo claramente, Você não me quer. Mas seu medo de perder a fantasia que me colocou é ainda mais forte e permanece, Nesse estado de caos, Eu observo a vastidão do abismo, nas suas palavras, Eu não performo amor, Minha ética não permite, Mas posso ter carinho até por predadores, Porque cada um tem seu papel, E o meu não é mexer na essência alheia, Sinto falta de ser realmente desejada, Porque o vento me toca, E me causa dores, Te falta coragem, E na minha vida amores.  

Masturbação Mental

  Na cela dos desejos escondidos, Te vejo, Porém não consegue me ver totalmente, As pessoas querem me esconder, E é impossivel, Porque ocupo lugar visual, E aparentemente mental, Então nas madrugadas, Os desejos se encontram, Se masturbam simultaneamente, Mas o gozo nunca vem realmente, O orgasmo nada mais é um incômodo gostoso,numa explosão de sentidos, Seja solitário, Seja acompanhado, Fico nesse lugar de musa de desejos alheios, Mas nem pedi esse papel, Mesmo sabendo que tenho controle total, Que posso sair de cena, Deixar o palco, Eu ainda não quero, Eu não tenho preparo, pra viver algumas coisas novamente, Então vejo seus ensaios, As mentiras que conta pra si mesmo, Eu aceito as pessoas como são, Piamente, só por ser, Queria que entendesse que realmente não sirvo pra você.  

Necessito

  As pessoas sonham, Enquanto o meu eu encontra paralisia, As pessoas estão correndo, Procurando normalidade, Tentando serem parecidas com outras, Eu quero ficar boiando, olhando pro céu, Vegetar é preciso, Assim encontro minhas raizes, Tenho impulsão de vulcão, Corto o cano do óleo do freio, Fico de canto vendo a fogueira, Enquanto isso sinto emoção por todos os poros, Não se precisa de freio, quando se saber o quer... Enceno cenas, Na minha cabeça, Na cabeça dos outros, Observo o desejo alheio de microscópio, Mas tem dias, que sinto falta de calor, Por mais que me ocorra horror, Eu não tenho medo, Mas também não estou correndo atrás, dos que os outros tem.  

Pragmatismo

  Sinto dores, Que não tem resolução, Me sinto amarrada em um poste, E o anoitecer vem chegando, Alma corroída, Penso e penso e ainda continua doendo, Crio mundos, Para que neles eu possa sorrir, Entro nas suas loucas fantasias, Sem ao menos sentir, Me processo em realidade, Porque é aonde sempre estive, Me anestesio no prazer do meu coração bater, E conseguir ter amor pelas sombras das pessoas, Porquê não posso ter certeza, De como o futuro vai ser, Mesmo na sua ingenuidade, Tenho esperança de te ver crescer.  

Houve uma vez.

 Houve uma vez, Tanta paixão,  Tantas primeiras vezes pra mim, Houve uma carro, Cassia Eller tocando no radio, Houve olhares,  Muitos hormônios... Tantos planos de um futuro em conjunto, Houve entrega, Que eu nem podia dar, Você machucou meu coração e ele segue sangrando, Você passou um recado, E eu fico achando que entendi errado, O que mudou e foi tão de repente, Você se perdeu de mim na neblina, No rádio tocava, não tem explicação,  Não tem, Não tem explicação,  Explicação,  Não tem explicação,  Não tem, não tem.

Dança solitária.

 Eu preciso, Eu sei que é, A solidão dança,  Fazendo passos bonitos, 1,2,3 Mas ela de repente para e me olha, Sinto medo, Sinto frio, Quero fugir, Na cabeça ecos, Tentando entender, qual foi a porra que aconteceu, Me complico dentro da minha visão do que é certo, Está tudo errado... Que eu fiz? O que fizeram comigo... Não consigo olhar pra solidão,  Apesar dela ser companheira, Sozinho eu não sofro, Mas sozinho eu não vivo de verdade, Complicado não aparento a minha idade. 

Despida

  E   hoje aqui , Me despeço de mim, Não, isso não é um Adeus, Mas algumas coisas , Precisam ir embora. Eu vivo no aqui, Nunca no que foi, nem no que será, As pessoas me acham forte, Mas é só calo, Quando tudo dói tão constantemente, Caleja o que sente, Não é como se eu pudesse viver diferente, Porque por mais que se sente, As coisas tem o próprio caminho, Talvez esteja cansada de andar em espinhos, De não saber que tem nesse caminho, Querem que me submeta, Para que por amor, Eu me escravize, Dói não ser amado, Apenas porque você existe, A esperança companheira, Vai melhorar, Vai   melhorar, E eu espero esse dia chegar.  

Maturado

  Desde de criança, Queremos amor dado, Visibilidade grata, E ser o centro do universo dos outros, A cada centímetro crescido, Nos vemos em um espelho, Ele é vermelho, Quando que deixamos de rotacionar em volta do Sol? Alguns são notados , O tempo todo o dia inteiro, Porque é social, Esses “defeitos” entre aspas cabeludas, A culpa de ser nem sempre é sua, Mas depende de qual “recado você decifra, O que você quer ser quando crescer, Que horas posso voltar pra casa? Diga adeus e atravesse a rua, Não, não importa o quanto não esteja pronto, Passou uma nave estelar, No céu do meu devaneio, Você diz com a boca, E eu sinto com o seio.        

Acho que sou triste.

 Acho que estou triste, Não tem tempo pra isso,  Se abstraia, Acho que estou triste, Mas também sinto tesão,  Sensação de inadequação, O que eu faço com tanto desejo, Acho que estou triste,  Vejo o quanto tenta me manipular,  Mas já sou boneco a algum tempo, Por mais que se puxem as cordas, Me jogo no chão em negação profunda, Acho que estou triste, Mas o tempo das coisas, Não me dá tempo o bastante, Pra poder digerir as minhas tristezas, Acho que estou triste Porém sou feliz também,  As vezes perco o equilíbrio,  Porque tento entender esse emaranhado,  Olhando no espelho, Meu rosto sempre suado, Sempre molhado,  Tristeza e mais uma cambada de sentir, em devaneio, Afinal qual é a hora de se puxar o freio.

3 Dragões

  Na beira do abismo, Não sei se é, Esse vazio que pressinto, Personagem criado pra causar dor e lembrança , Mas só consigo ver a criança, Tenho compaixões complicadas, Talvez nem sempre usadas, A minha armadilha predita, É o fogo eterno, O 3 dragões que habitam o meu ser, Talvez por isso que eu queira mostrar, Mas você tem vazio demais pra lidar, E nisso nunca vai realmente me ver, Enquanto cria seus ensaios de vida, Que nunca vai viver, Eu vivo na beira, controlando impulso de me jogar , Eu não tenho medo nenhum de viver, Mas estou cansada de brincar de cabo de guerra, Não tem ninguém ganhando, Só meu braço cansando, Se eu não tivesse sacado no começo, Até seria mais interessante, Porém os personagens, Que habitam a minha realidade que não existe, Também são do seu formato, Largo a corda, Jogo no abismo, Sem medo que tenha perigo.  

Sintonia

  Somos medo e compaixão, Dançamos livremente, Porque sabemos, Que todos mentem, Na forma que se enganam, Acredito tanto na sintonia, Que nem preciso, Mudar o canal, Somos espelhos invertidos, Nesse inverso de não se ver claramente, Mas acreditamos no fora, Mais no que está dentro, Espero sua verdade, Que seja liberdade, Que se torne felicidade, Porque amor tem dessas coisas, Felicidade alheia da quentinho no coração, Eu sei que te amo, E sempre é bom dizer, Que as nossas dores se curem, Para que podermos viver. 14 de agosto 2026  

Decodificando

  Eu fui,ficando ficando, Eco,eco.... Grito,mas nem posso expressar, Decodifico,porém não posso te fazer enxergar, Porque converso com o vazio das pessoas? As pessoas se dão importância, Pra conseguirem estar de pé, Eu,eu Nem consigo dar uma marcha ré, Enquanto tenta me dirigir, Eu lembrando que não tenho volante, Só   tenho Tenho, Desejo ,fogo constante, Carrego, mala, Mapa, Sei pra onde quero ir, Estou nessa parada, Porque parada estou, Porque o pulso ,sempre está pulsando, Tenho história, Muita vida regressa, Elas passam filmes na minha testa, Hoje me senti horrível o dia todo, E não quis mais você, Você só fala de você.  

Se essa rua fosse minha.

 As pessoas sempre passam por essa rua, Talvez nunca mais vão fazer isso, Nessa rua tem crueza, Tem beleza, Tem percepção,  Mas não tem reação,  Porque a rua quer, Que você se desnude, Das suas vontades, Que você finalmente fale a verdade, A rua não julga quem é da rua, Mas a rua não tem medo, Verdades doem mas só no começo,  Igual ralar joelho, Vai sentir quando a agua da chuveiro cair, Rua é laboratório,  Porque emoções são químicas,  Reações são físicas,  E desejos podem se tornar humor, Na rua não tem amor, Porque a rua não pode amar, A rua sempre se cruza nos caminhos, Que te leva a um patamar.

Menino Cruel.

 Nem sei aonde foi que começou realmente, As vezes percebo que nem forçando muito me sente, Essa crueza na fala, Como se tudo fosse um jogo, E que você quer muito ganhar, Só não sei qual é o prêmio? Enquanto falo só as meias verdades, Realmente existem áreas intocadas no meu ser, E elas ali vão continuar, Você manda que eu me renda, E eu começo a rir, Pensando vai sonhando,  Eu sou incapaz, De dar, A direção na mão de alguém,  Porque isso me destruiria , Menino cruel, Perverso,  Tem coisas que só a idade ensina, E eu deixei de ser professora.

Escape.

 Eu corro só em sonho, E no pensamento sento na cadeira do canto, E as vezes acordada, dissocio..... Associação das pessoas que sentem demasiado, Deveria existir,  Para de chorar agora.... Apesar da dor a criança tranca os dentes e olha pro algoz, Cheia de medo, Cheia de ódio,  Eu não venho aguentando, Porém não posso desistir, Aquela criança eu sou, Não deixei de ser, Só cresci pro alto, Pros lados, Acendo um cigarro, Porque não posso botar fogo no mundo,  Eu queria voltar a ficar na cadeira do fundo.

Artificialmente

  Toca musica na cabeça , Mas de fato não tem nenhum, Toca,toca de forma incessante, Mas eu nem gosto tanto... Eu lembro da música, Mas realmente queria perder, Algumas lembranças, São confusas, Porque não tem porque, Sabe motivo? A inteligência artificial, fica me dando apoio, Explicando que gosto de livros, Por terem começo meio e fim, E os motivos óbvios, Ninguém me toca, Como eu consigo tocar, Queria uma balada forte, Pra me impulsionar.

Sinto sua presença

  Sinto sua falta, Mas aí, Bato na testa, Lembro que você ,nunca existiu realmente, Quando era pequena dissociava, E ficava olhando pra cima, Porque não aguentava a realidade, Eu sempre fujo, Quando posso, Se não for correndo, Vai ser fantasiando, As vezes dói não ter aconchego, Porque eu sei que ainda vivo, Mas isso tem preços que não consigo pagar, Porque posso te amar e odiar quem você é realmente, E a culpa dos meus embaraços, Nem é sua realmente, Uma vez eu amei, Mas amei, Mas amei tanto, Que parece que nada mais me tem, Enquanto eu me querer me ver no outro, Continuarei sem existir.    

Cio

  Agosto mês do desgosto, Do cachorro louco, Não gosto, Já rompi ciclos importantes, Não acredito em destino, Nem em determinismo, Mas sempre é um mês que complica, Que aperta, O peito, O meu desconforto, Eu na cela de carne, Mente ativa, Corpo passivo, Frustrações em lidar com o outro, Com o alheio, Me rodeio, De proteções ativas, O tempo todo, Todo o tempo, E nesse mês malfadado, Ainda tem o vento intenso, Que afeta meus sensores, E deixa a cela de carne, Ainda mais doída, Espero que Agosto termine, Mas ele volta no próximo ano.

Tratado de Tordesilhas

  Prazer sou realidade, Realizo, Porém assusto pra um caralho, Enquanto observo sua criança, Montando lego, Afinal crianças são cruéis, Porque não sabem mentir, Nessa parte é o adulto quem dirige a cena, Tão cheio de si, Ah eu vou conseguir, Coitado.... Seu entorpecimento me encanta, Porque faz acreditar em si, Não tem nenhuma responsabilidade, Pelo outro, Afinal peças de plástico não sentem, Talvez você sinta tanto, Mas algo ou alguém abafou, Então ficou preso sem identidade, Sou homem, mulher ou uma sombra das minhas fantasias, Delimito, Quero que me obedeça, Porque assim tenho controle no ambiente, Surpresas me assustam, Eu realidade o eu lírico das suas lorotas, Não tem como não me sentir superior nesses, Momentos, Porque eu não sou nada, Invisível aos olhos, Voando sobre os humanos, Fazendo cocô nas suas cabeças, Rindo, Mas eu saio de cena, Do mesmo jeito que entro. Porque sou nada e tudo, Um abafo da sort...

Algo morre

  Algo morre... Ilusões do que é o amor, Afinal, contos de fadas, São apenas contos , Algo morre.... Violência, quando não se tem a capacidade de proteção, Figuras de poder, Desprezo intenso, Afinal quem pensa que é, Algo morre... No dia que nota que usa pessoas como analgésico, Pela sensação de uma única vez dá, Afinal estamos sempre em estado entorpecente, Porque realidade dói demais,   Algo morre..... Quando se brinca de acreditar nas mentiras, Que você sabe serem enganos, Mesmo que auto infligidos, Afinal, mentira carrega um medo de ser, tão gigante, Que acaba por causar fascínio, Algo morre.... Mas não tem nenhum morto ainda, Estamos todos vivos interligados, Numa rede, na absorção do caos da solidão, Afinal queremos nos conectar, Algo morre.... Isso não tem nenhum artifício que impeça, Nada que substitua, Mas eu rio da cara do perigo, Enfrento meus medos angústias, Sobrevivo ao próprio caos, Interno, externo...

Molécula

  Bato na porta do céu, Porém não ouço nada, Acordes ,já são outra história, Não confio em entidades que precisam, De algo que eu tenha, Também não quero ser gostada, Por ser, Não quero ter que agradar, Nem pensar no que devo fazer, Já tem correntes nos pulsos e tornozelos, Vozes internas dando péssimos conselhos, Eu pago o preço de não ser, Com a minha solidão, Mas estamos sempre sozinhos.... Na pele,no pensamento, Eu aceito ser sozinha, Porque ainda sou algo pra mim mesma.    

Ser

  Eu sou muita vontade, Sem ação nenhuma, Como se fossem cavalos de raça, Com alguém mais forte prendendo o arreio, Quando os cavalos são libertados, Mas são feitos, a Cinderela com horário pra voltar pra casa, Mas ai são cavalos demais, A carroça não aguenta, Depois que o tsunami passa, Só fica os destroços , Eu fico bolando planos, Porque um dia vou botar eles pra jogo, Porque os cavalos estão aqui esperando.

Falta

  Sinto sua falta, Porém nem sei que você é, Porque você vive na minha imaginação, Eu estou te criando nas noites de solidão, E são tantas, tantas.... Talvez nunca te conheça realmente, Pelo esse excesso de projeção, Na minha ativa mente, Essa mesma que me defendeu a vida toda, Das invasões dos outros, Da dor de existir, Do incômodo de ouvir e sentir tudo tão intensamente , Eu me dissociava e associava a loucura do criar , Tenho esperança , quem sabe nos encontramos algum dia, Afinal ninguém sabe do amanhã, Pra ser sincera eu por pulso do impulso só vivo no hoje , Porque amanhã quem sabe?

Chuva caí

  Eu observo o caos, Mas não faço parte dele exatamente, Desde criança observo tempestades, Queria sempre me banhar nas suas águas,  Elas são excepcionais, Quase mágicas no meu olhar, Morei em uma casa que a visão do céu era extensa, A dança das nuvens cinzas, Pareciam minha alma em confusão, Parece que tudo que eu gosto, Acaba por ser um tijolo, na carne, Afinal me tornei barômetro humano, Nunca pensei ser possível, fazer parte da terra desse jeito. Chove chuva, Chove sem parar, Sinto tudo se contorcer, Sem mesmo precisa olhar, Será que um dia isso irá passar?

Nem todo,todo mundo.

 Sempre acreditei que a verdade sempre está,  Por mais que tentem negar, Auto enganar, decorar botar flores nos vasos.... Em correlações as pessoas jogam, na verdade que acreditam, Pessoas agem por pulso, mesmo sendo pragmáticas, Se eu estou no jogo, Preferiria que me mostrassem as regras, Eu como eu pensante,  Sempre aceita, E não torno pessoal, Mesmo se me atacam, Alguns querem serem amados ao ponto da idolatria, Se sentem Deuses caídos.... As vezes queria amar um outro adulto pra saber qual é a sensação... Mas nesse fosso que vivo, Existem magias de proteção tamanha, que só fico olhando de fora, Porque dentro ainda não posso me enfiar, As vezes olho e vejo pessoas que amam e cuidam como mães solo. Isso tem uma tristeza, uma falta de par  

Menu

  No menu do dia, Tem sempre tem, Confusão, A velha ótica distorcida, Desse excesso de sentimentos, Parece caos absoluto, Mas são só ideias que preciso colocar pra fora, Porque tenho um livro dentro de mim, E isso me consome demais, Processo, escrever e postar, Tem muito significado e nenhum ao mesmo tempo, Porque eu existo , Pelo menos desejo existir, Talvez queira até incomodar, Incessantemente, Não é justo ser assim, E não dividir complexidade, As vezes palavras mais usadas não fazem sentido, Eu te amo. Já ouvi e não significou muito, Marcou a partida de alguém que morava dentro de mim Porque quando demonstrado, as palavras perdem o efeito, A gente sabe o que deveria esperar, E não é com os olhos nem com o ouvido, E sim ser ouvida, A pessoa saber do que você precisa.

A questão dos Problemas.

 Começo a rir,porque me lembro da minha idade e responsabilidades  Eu sou encarregada.... Olho o problema quero resolver!  Para o próximo ocupar o seu lugar, Ansiedade e Problema são um casal complicado, Porque na ânsia pode se aumentar o problema,  E ele vai engordando e foi você,  Que sovou, sovou com força,  Nada vai aprofundar o bastante pra me causar paz, Porque isso eu não alcanço nem dormindo, Essa noite sonhei com cobras e que eu pisava em todas, Mas por mais que tentasse, Eram muitas, O sonho, a vida está cheia de cobras também, Alguém já deve ter criado algo,e dizer que sonhar com cobras significa, Mas eu estou estática, olhando pro meu desejo de resolver problema.

Aos pedaços.

 A vida se apresenta aos pedaços,  E sempre cabe interpretação,  Nessas horas acabo lembrando, que em provas nunca acertava, Aquele zero se põe nas minhas memorias, Minha interpretação não se cabe ao comum, Desse ser por isso, que gosto de pessoas caóticas , Porque caos não cabe interpretação,  Ele apenas é vento,rodopio e coisas dentro destruídas e misturadas, Realmente não gosto do que dizem, Ser normal, Uma vez pintei uma camiseta, A frase da frente dizia,Tá olhando o quê? As costas terminava, Sou normal, Que mentira descabida, Eu não caibo nos colos, Não posso ser pegada no colo, Tenho uma ânsia de prever que beira a loucura, E ao mesmo tempo sei escutar no silêncio,  Interpreto a alma nos olhos de alguns, As vezes se percebe que nem alma tem, Por outras vezes as pessoas tem tristezas, profundas e eu as vejo, Eu sinto muito medo.

Formatação.

 Eu limpo tudo eletrônico,  As mensagens já moram na minha mente, E realmente não preciso ver novamente,  Será que é verdade o que eu sinto nas palavras,  Porque eu realmente não acredito em você,  Porquê não acredito em mim, Palavras dizem que tem poder, Mas é inevitável duvidar, Mas foram palavras que machucaram, O silêncio também,  Fiquei esperando meu amor passar, Esperei que me pedissem perdão,  Mas só vejo sangue derramado no vão, Esse drama,esse circo sem lona,  Sinto que tem uma piada que ninguém contou, Mas eu ouvi da sua mente, Espero que sinta orgulho! Sem que eu precise fazer nada pra merecer, Porque eu existo, Só tem esse fato pra crer, Afinal tenho medo de enlouquecer....

Descabelada

  Queria poder,ter,ser todas essas coisas juntas. Mesmo que coloque ponto final,no que realmente me move. Hoje eu não quero nada me tocando,pensar em tomar banho acaba se tornando um calvário. Me olhando no espelho,vejo ainda chama nos olhos,porém o cabelo mostra a bagunça. Conto historias de forma intermitente,porque nesses momentos ainda me sinto viva.   Não é importante se o interlocutor presta atenção, queria querer me importar,mas não pesa como deveria.   Vem tudo mudando,e eu não ando ajudando nos processos,penso que quero paz,mas caço confusão ao mesmo tempo que respiro no ritmo de meditação.   Na mesma base,inteligência acima,carência abaixo de zero,impulsos vezes cem.   Eu levo na brincadeira,porque a cena não se forma na mente,sei que personas sentem. Mas estou cheia de vazio.    

SOS

  Ainda sou tão pequena, Abro os olhos estico os braços, Mas ninguém vem em meu socorro, Eu não sou mais pequena, Nisso aprendi a exceder, Talvez seja até uma montanha, Venha ver.   Nessa montanha tem uma gruta, Recheada de lembranças dolorosas, Todas cheias de solidão e maus tratos, Afinal,sim tudo escondido, Não me é permitido dar trabalho.   E adulta procurei alento, Descobri tardiamente que era outra arapuca, Não se dá ao outro procurando cura, Aos que paguei,tentando que me ajudassem, Até tentei, Olhei,olhei, Me protegi,mesmo assim, Ao ver a tentativa,cavo fosso,ergo a murada,contrato dragão.   Tenho esperança e é ela que me move,sem destino nada escrito na pedra. Mas agora preciso de descanso,a criança de sobretudo por impulso está sobrecarregada.  

Sorria!

  No meu palco, Ofensa,se torna riso, Afinal ,o que faço realmente com isso.   Tem acordes tocando na mente, Gritando minta,minta, Mas eu não posso mentir ,simplesmente.   Desejo é uma valsa sem par, Ele fica girando,porém sozinho, Quando penso em dividir com alguém, fico sem ar, Poxa aguenta mais um minutinho.   Dentro tudo é escuro confuso, Falta luz,mas excede em claridade, Quem você é quando pode fazer maldade?   Fora ,não consigo parar de rir,de coisas que outros chorariam, Talvez a casca um dia caía, E eu possa eclodir, Espero que aconteça antes de partir.      

As vezes,vezes demais.

 As vezes toleramos o intolerável,  Esse que anda serelepe por ai, Sinto tanto que saí pelos poros, Tem pessoas vazias, Eu sei quem elas,são  Mas quero me embrenhar dentro delas, Porque sei que aí fico invisível por alguns minutos, Tolerância demais, Carência cognitiva, Pedaços de lembranças mortas, Coisas que poderiam ter sido, Mas nunca foram,  Olho pro abismo e ele sorri perversamente de volta  E diz oi sumida!

Ninho vazio

  As vezes acho que não entendi direito, Em qual cena eu devo entrar, Vergonha como aquela de andar na rua nua, Alias esse sonho me persegue, Em qual momento me tornei ilusão? No qual projetam, e enchem de projetos de fingimento, Enquanto a vida real ,me leva a fadiga extrema, Problemas cruzam,transam entre si ,fazem suruba e deles nascem filhos problemáticos, E eu que cuido da creche toda, Esse cansaço é real, O tédio companheiro, Preciso de endorfina, porque não consigo sozinha , Mas não pago os preços das coisas, São caros demais, Preciso também de paz Mas é triste esse vazio, Como se dentro, fosse um ninho, Mas sem passarinho.  

Sexo em texto.

 Esse tesão da madrugada, Não pode ser traduzido em palavras, Tenho frio, preciso de um calorzinho, Preciso de endorfinas, rolando no sangue, Que aplacam a dor, Acalmando meu cérebro agitado , Enquanto sufoco desejos, Fico lidando com as incertezas, São, são demônios pessoais, Que me infernizam,  Mostram o que eu quero, Mas botam preços que não pago, Nem em nome de fuder, Aliás estou longe,disso a tanto tempo, Que acho que esqueci como funciona, Porque tanta coisa mudou, Ou eu mudei totalmente,  Eu não brinco com moedas, Que depois não sei se vou poder quitar , Contínuo fria, Preciso de calor constante, Mas vale a pena arriscar, Por um instante?

Boneca inflável 2 a vingança.

 Sinto ser assoprada,  Entra ar e saí pelos buracos, Como você consegue sofrer nesse corpo? E o fundo da sala de aula berra,  Corpo Tão gostoso, No médico, a foice e na sorte ouço um cuidado ao falar, Mas você precisa se cuidar, Me olho varias vezes e ainda não vejo.... Aparentemente minha confusão e tamanho,é um provocador voraz, Porém o desejante,me quer no escuro, Na marginalidade, Sem que ninguém veja, Talvez exagero, Porque também não quero ninguém vendo, Eu sim me escondo,  Quase brincando de pique e esconde, Não acredito no querer do fetiche,  Porque não sou boneca, Tenho carne, alma coração,  Um cérebro que contesta qualquer mentira que escreve, Eu tenho o masoquismo,de não reagir nunca, Mas sempre analiso, Realmente não posso nada com isso fazer, Mas também não quer dizer,que vou querer você. 

Reduzido

  Olho pra cima,de novo e de novo, Faz tempo que dizem que no céu se encontram respostas Então fico flertando com o direito humano ,de crer. Faz tempo que não olho pro céu, por apenas olhar, Nuvens tem formas variadas e elas nunca mais, vão ter o mesmo formato, Do mesmo jeito que eu não sou a mesma depois de experiências , Eu não tenho a mesma coerência todo dia, Muito menos sou dita ,como correta, Eu só não me sinto, Juíza, Do bem e do mal, Minha pele arde por estar com muito sal, E meu corpo pede companhia constante, Mas minha alma,so grita e grita, Quero estar sozinha,no silêncio, Bem escuro sem nada pra me ativar, Tomo as rédeas desse cavalo selvagem, E me pergunto de que eu tenho tanto medo, Esse desespero, Hoje eu estaria melhor se tudo fosse aberto e resolvido, Mas a questão é que nada fica estático, Muito menos a vida que é malvada, Ando descalça por cima de cacos do meu coração, Meus pés não doem mais, Mas esse sangramento ...

Buscando problema.

 Nunca fui determinista, Apesar de flertar com o termo, Não sei o que ando sentindo , Só sei que a resposta não mora nos outros, Busco problemas, Ansiedade fica me corroendo, Querendo que tudo se resolva de uma vez, E assim pioro tudo querendo que melhore, Não ando sozinha exatamente,  Mas desejo pra mim é quase nada, Porque fala de um outro, As vezes envolto, Em fantasias, Nuvens, Em dias que a irritação quer ficar ranzinza e usar um megafone, Mandando todo mundo pra puta que pariu , Tenho que respirar, Manter minhas reações em cadeia, Quietas,tranquilas, Queria poder me anestesiar da dor,da intensidade de sentimentos, Do meu próprio desejo, Mas eu não sei emular responsabilidade a nada, A não ser a mim mesma.

Não sou grata.

  Não sou grata, Nem quero, Mesmo me despindo dos meus sentidos, Eu finjo tanto, Que nem mais sei, Se sou, Se estou, Se sou alguma coisa, Até porque eu sou uma coisa, No seu querer, Problema que isso não dói, Quanto deveria, Me anestesiei demais, Pra não sentir e ainda não sinto, Então mesmo que bata na porta Faça barulho, Seja displicente, Eu não consigo me importar, Porque você não existe, E nem eu.    

Ânsia.

  Quando ela chega,vem travestida de felicidade, Me sinto molhada,ai percebo que o coração quer galopar por ai sem mim, Respiração com próprio compasso, que pulsa curto, Depois de décadas de companhia deveria ter me acostumado, Sensação de precisar, E de precisar no instante do pensamento, É agora ou nunca, não tenho tempo, Respira, puxa se o ar por 4,segura por 7,solta devagar em 8, Meditação, oração, vontade de ser outro, Sem tanta carga, bagagem que pegou por engano, Sei que passa, Mas eu quero agora, Vá embora, Por favor me deixe, Lembranças ruins, Consequentemente, impertinentes , Eu nunca pude pedir socorro, E continuo sem poder, Porque aí eu morro.

A altitude da solidão.

 Tudo ao redor parecem estar em redomas de vidro, Sempre se movendo, Eu tenho palavras no peito, E são tantas, que nem cabem numa folha, Fico confusa, por sentir demais, Ao mesmo tempo,que nada sinto, Quem é você no que sente? Sem barreira,beira olhando pro próprio abismo da alma? Quem você é sozinho,sem ninguém te ver, Não existem leitores de mente, Nada existe realmente,  Única certeza que as cortinas vão fechar enquanto as luzes se apagam,  Nesse momento se tiver alguma sorte,você vai ser lembrança de alguém , Se boa ou ruim não se sabe, Porque a vida tem encenações e contextos, angústias com nome e sobrenome, E tem um próprio sabor e sentido, que cada um vai saber ser seu, Não queria ser sozinha, Mas ando só,  Antes que mal acompanhada. 

Moço

  Oh!moço não faz assim, Moço não é assim que faz, Tu carrega uma coroa, Atoa,atoa… Esse medo de ter que ser, Esse cheiro de solidão,  Oh! moço, moço… Nas viagens de serotonina ,dopamina e cortisol química, Na madrugada eterna,das fantasias de lembranças, O ego é ingênuo quando conta vantagem, A pupila dilatada de noradrenalina, O que é real? Quando se vive em fantasias, E moço, afinal qual personagem você é, Se você joga, ninguém ganha nada, E tudo se vai em revoada.

Contrastado

  Me vejo,mas é só um contraste, Quando me veem,acabo me tornando espelho, Energias ressonadas,combatendo ao que é natural, Aparentemente se esconder,não faz tanto sentido,  Me escondo de quem aponta que tudo errado está,  Enquanto ,não sinto me aproximo de quem também não sente, Assim vamos indo,indo, Todos em correntes, As vezes de puro desejo,tantas vezes de pura covardia, E provavelmente de muita fantasia, Todos queremos lugares,na vida de alguém,  E algumas pessoas insistem em fazer visitas, Era digital aproxima e ao mesmo tempo cria uma distância,  Não tem cheiro,nem temperatura muito menos gosto, As vezes sinto que me perco, sinceramente olhando pro mundo através de uma tela, Não estou sozinha.

Ao contrário de exato.

 Respiração… Entra ar ,sai ar, Mas não no mesmo estado Transpiração, Que você quer de mim? Escorre,molhado  Batimentos,  Tum,tum,e mais tum,tum Eu vou te pegar… Dor, Saio correndo fugindo, Preciso que me esconda, Tesão, Entra e sai,entra e sai, Na porta da frente, na porta de trás, Imaginação,  Outros lugares,outras vidas, Mas ainda prefiro a minha Medo, Barulho, luz,radiação, frio,calor, Abraço, toque ,desejo, Morte.

Dissolução da Verdade.

 Nada é tão solúvel,como a propria vida Pra quê resiliência perante a dor, Porque lutar para sair da cama, Esse excesso de vivos mortos,na minha mente constante , Pessoas que acham bonito,me manter em estantes, E ali fico,parado enquanto a poeira me coça o nariz, E em momentos obscuros,preciso ficar me lembrando, Que apesar de, Ainda sou feliz, Que na verdade nada é real, Porque não sei se a realidade existe, Os ovos ,moram na geladeira,  Esperando o fim da sua jornada, Eu morando na estante de desejos infundados, Me sentindo abrigado no desejo alheio, Porque ele não tem poder em quem eu sou, Afinal fantasia e desejos não existem, foram criados , E eu não participei do começo, sou uma peça de um quebra cabeça, da solidão que mora na mente alheia.

Ensaio sobre o amor e outras cegueiras.

 Afinal o que é o amor? Acho que na vida experimentamos mais a paixão, seja sobre coisas pessoas,e até comida.  Já ficou empolgado com algo e não conseguia falar de outra coisa,pensamentos que chegam a perturbar você e aos ouvidos que possam estar por perto na era digital, podemos mandar mensagens assim perturbando pessoas que moram até em estados diferentes que o seu. Às vezes acho que a paixão vai morrendo com a idade, talvez os hormônios responsáveis vão diminuindo,ou é a realidade em carne viva da vida,as cores vão desbotando. Eu não conheço tanta gente e com o passar dos anos,eu estou me tornando mais avessa a aglomerações,mas eu sou extremamente fofoqueira mas exercito esse meu lado,nas histórias que vou ouvindo dos meus áudios livros.  Sentimentos são o que compõem o humano,somos compostos de todos os estados da ira a paciência eterna. Mas não existe nada mais brilhoso do que uma paixão, chamada de amor e consequentemente a cegueira que os inícios de relacionamento...

Eu ainda não entendi

  Hoje me emocionei muito ouvindo música, eu sou uma adulta ,dependente de fones de ouvido,porque ouço audio livro praticamente o tempo todo,sei que foi um hábito que trago lá desde 2009,então eu e a voz mecânica do Google somos amigas,mas hoje tirei o dia pra ouvir minhas músicas, músicas fazem parte de memórias atreladas a pessoas que já passaram pela minha vida,principalmente se a pessoa gostasse muito de uma música.  Mas ouvir música sempre foi um momento de solidão atrelada a sonhos de um futuro,então minhas viagens insólitas ao mundo do nunca sempre tiveram um tema específico.  Então enquanto eu acompanho as minhas músicas preferidas,às vezes o choro vem lá do fundo e nem consigo saber o porquê. Ouvir música sempre é uma experiência de arrepios,emoções, quentinho no coração e algumas vezes tristeza. Eu não sinto nada em relação a religião, então imagino que o que eu sinto é quase uma oração, pelo que via as pessoas em volta dentro das Igrejas,porque fui em várias....

Contorcionista de 46 anos.

 Tenho memórias de infância que as vezes acho que deveriam me atemorizar,mas eu não sinto dessa maneira,eu gosto muito de água, de olhar,de entrar de ficar boiando feito um Aguapé,mas na infância eu tinha o impulso de pular dentro da água,sem saber nadar,é como se ela me chamasse…. Mas sobrevivi a isso. Das capacidades humanas,eu também sempre achei interessante os contorcionistas,e agora na vida adulta,noto que gosto muito de livros,que mesmo que não fique óbvio,falam de estratégia,guerras mesmo que tenham envolvido Fadas,Xamãs e descendente de Anjos que caçam Demônios.  Questão que além de contorcionista eu faço tudo de forma estratégica,para conseguir sobreviver eu tenho que ficar me adaptando da melhor forma que eu consigo. Hoje passei o dia todo,consertando coisas e limpando,e como amanhã é meu aniversário, fiquei lembrando de coisas que já passei e sei que ainda vou passar na vida,já vivi em uma casa insalubre que nem deveria ter chamado de casa,numa pandemia que revirou...

Posição Fetal.

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 Que a vida adulta as vezes parece a porra de uma montanha russa,acho que as pessoas que notam o mínimo já devem ter percebido. Eu vivo me perguntando ,porque não uso da modalidade,deitar em posição fetal e chorar pelas minhas pitangas, mas aparentemente eu sou incapaz de ter pena de mim mesma. Eu tenho dor crônica desde de antes dos 30 anos de idade e agora em junho de 2026 completo 46 anos,então minhas dores já estão completando a maioridade,sendo assim acho que elas deveriam sair de mim,porém elas se intensificaram nos últimos 6 meses. E elas começaram de forma discreta,um dia doía um braço, noutro uma perna,sério chega em um ponto que você começa a ir sem parar no médico, porque tem certeza que está morrendo. Claro que dores intensas,alteram sua pressão e até seu metabolismo,então uma pessoa com dor crônica está muito longe de ser saudável.  Mas nesses últimos dias com o inverno chegando eu estou experimentando dores,que vão das unhas dos pés a raiz do cabelo,na fibromial...