Postagens

Mostrando postagens de agosto, 2026

Crianças

  Éramos inocentes , Porque achávamos que sabíamos, Era um tiquinho maior e com mais idade, E seu corpo já denotava maturidade, Que dentro não existia, Porque a vida mostrou seu lado feio, Enquanto brincávamos de casinha, Décadas se passaram, Eu fico vendo suas feridas abertas, Já me senti responsável, As vezes a sua dor me ultrapassou, Mas que criança tem maturidade? As coisas se aconteceram e foram doloridas, Mas realmente a culpa do que foi, Não foi minha....

Sombras

 Quando criança invoquei com a minha sombra, E a ficava perseguindo, Ate hoje não entendo o fascínio,  De alguma forma acabei aprendendo, A ver e lidar com as sombras alheias, Ninguém é só sombras, Nem cheio de luz feito vagalume, O fato de aceitar, O que nem sempre é aceitável,  Vem do lugar de um ser frustrado que tentou, Tentou e perdeu, Afinal ninguém muda na essência,  Não da pra criar casas na ilusão que elas nunca vão desmoronar, A água dos olhos turvam, Mas a própria agua leva tudo embora, Então eu aceito, Isso não me faz palhaça, Só economista da carga alheia, Afinal quem você é não é problema meu, E as sombras só aparecem na luz.

Fantasiados

  Quem sou eu dentro, Das fantasias que performa, Quem eu sou, Vivendo, Sangrando, Rindo do perigo, Mostrando o dedo do meio pras adversidades Eu nunca entendo sua lingua, Deve ser porque a sua nunca tocou a minha, Numa vida normal a gente nunca seria um par, Nem nas fantasia somos, Porque eu perdi o cadarço, Que amarrava meus pés.

Prudente

  Nasci e algum tempo depois, Gelo caiu do céu, Muito nova, Reconheci, E vi, Sem parar a crueldade, Risos nem sempre compõem, A Alegria, As vezes o cerne do ser humano, Me dá alergia, Hoje em dia me alegro, Porque o medo ficou na infância, Sou mais prudente, Mesmo rangendo os dentes, Não é o medo que me dirige, Sim o discernimento, Porque desde o nascimento, A aceitação não vem, Ela não vai vir, E isso realmente não importa, As todos filhos da puta, Que me aclamaram, Fecho as portas.

Terror

  Nos filmes as “mocinhas “nunca correm pra o lugar correto, Abjeto meus sentimentos, Porque eles não cabem, Porque será que sinto o cheiro do medo, Me mostro crua, praticamente vertendo sangue dos poros, Enquanto digo claramente, Você não me quer. Mas seu medo de perder a fantasia que me colocou é ainda mais forte e permanece, Nesse estado de caos, Eu observo a vastidão do abismo, nas suas palavras, Eu não performo amor, Minha ética não permite, Mas posso ter carinho até por predadores, Porque cada um tem seu papel, E o meu não é mexer na essência alheia, Sinto falta de ser realmente desejada, Porque o vento me toca, E me causa dores, Te falta coragem, E na minha vida amores.  

Masturbação Mental

  Na cela dos desejos escondidos, Te vejo, Porém não consegue me ver totalmente, As pessoas querem me esconder, E é impossivel, Porque ocupo lugar visual, E aparentemente mental, Então nas madrugadas, Os desejos se encontram, Se masturbam simultaneamente, Mas o gozo nunca vem realmente, O orgasmo nada mais é um incômodo gostoso,numa explosão de sentidos, Seja solitário, Seja acompanhado, Fico nesse lugar de musa de desejos alheios, Mas nem pedi esse papel, Mesmo sabendo que tenho controle total, Que posso sair de cena, Deixar o palco, Eu ainda não quero, Eu não tenho preparo, pra viver algumas coisas novamente, Então vejo seus ensaios, As mentiras que conta pra si mesmo, Eu aceito as pessoas como são, Piamente, só por ser, Queria que entendesse que realmente não sirvo pra você.  

Necessito

  As pessoas sonham, Enquanto o meu eu encontra paralisia, As pessoas estão correndo, Procurando normalidade, Tentando serem parecidas com outras, Eu quero ficar boiando, olhando pro céu, Vegetar é preciso, Assim encontro minhas raizes, Tenho impulsão de vulcão, Corto o cano do óleo do freio, Fico de canto vendo a fogueira, Enquanto isso sinto emoção por todos os poros, Não se precisa de freio, quando se saber o quer... Enceno cenas, Na minha cabeça, Na cabeça dos outros, Observo o desejo alheio de microscópio, Mas tem dias, que sinto falta de calor, Por mais que me ocorra horror, Eu não tenho medo, Mas também não estou correndo atrás, dos que os outros tem.  

Pragmatismo

  Sinto dores, Que não tem resolução, Me sinto amarrada em um poste, E o anoitecer vem chegando, Alma corroída, Penso e penso e ainda continua doendo, Crio mundos, Para que neles eu possa sorrir, Entro nas suas loucas fantasias, Sem ao menos sentir, Me processo em realidade, Porque é aonde sempre estive, Me anestesio no prazer do meu coração bater, E conseguir ter amor pelas sombras das pessoas, Porquê não posso ter certeza, De como o futuro vai ser, Mesmo na sua ingenuidade, Tenho esperança de te ver crescer.  

Houve uma vez.

 Houve uma vez, Tanta paixão,  Tantas primeiras vezes pra mim, Houve uma carro, Cassia Eller tocando no radio, Houve olhares,  Muitos hormônios... Tantos planos de um futuro em conjunto, Houve entrega, Que eu nem podia dar, Você machucou meu coração e ele segue sangrando, Você passou um recado, E eu fico achando que entendi errado, O que mudou e foi tão de repente, Você se perdeu de mim na neblina, No rádio tocava, não tem explicação,  Não tem, Não tem explicação,  Explicação,  Não tem explicação,  Não tem, não tem.

Dança solitária.

 Eu preciso, Eu sei que é, A solidão dança,  Fazendo passos bonitos, 1,2,3 Mas ela de repente para e me olha, Sinto medo, Sinto frio, Quero fugir, Na cabeça ecos, Tentando entender, qual foi a porra que aconteceu, Me complico dentro da minha visão do que é certo, Está tudo errado... Que eu fiz? O que fizeram comigo... Não consigo olhar pra solidão,  Apesar dela ser companheira, Sozinho eu não sofro, Mas sozinho eu não vivo de verdade, Complicado não aparento a minha idade. 

Despida

  E   hoje aqui , Me despeço de mim, Não, isso não é um Adeus, Mas algumas coisas , Precisam ir embora. Eu vivo no aqui, Nunca no que foi, nem no que será, As pessoas me acham forte, Mas é só calo, Quando tudo dói tão constantemente, Caleja o que sente, Não é como se eu pudesse viver diferente, Porque por mais que se sente, As coisas tem o próprio caminho, Talvez esteja cansada de andar em espinhos, De não saber que tem nesse caminho, Querem que me submeta, Para que por amor, Eu me escravize, Dói não ser amado, Apenas porque você existe, A esperança companheira, Vai melhorar, Vai   melhorar, E eu espero esse dia chegar.  

Maturado

  Desde de criança, Queremos amor dado, Visibilidade grata, E ser o centro do universo dos outros, A cada centímetro crescido, Nos vemos em um espelho, Ele é vermelho, Quando que deixamos de rotacionar em volta do Sol? Alguns são notados , O tempo todo o dia inteiro, Porque é social, Esses “defeitos” entre aspas cabeludas, A culpa de ser nem sempre é sua, Mas depende de qual “recado você decifra, O que você quer ser quando crescer, Que horas posso voltar pra casa? Diga adeus e atravesse a rua, Não, não importa o quanto não esteja pronto, Passou uma nave estelar, No céu do meu devaneio, Você diz com a boca, E eu sinto com o seio.        

Acho que sou triste.

 Acho que estou triste, Não tem tempo pra isso,  Se abstraia, Acho que estou triste, Mas também sinto tesão,  Sensação de inadequação, O que eu faço com tanto desejo, Acho que estou triste,  Vejo o quanto tenta me manipular,  Mas já sou boneco a algum tempo, Por mais que se puxem as cordas, Me jogo no chão em negação profunda, Acho que estou triste, Mas o tempo das coisas, Não me dá tempo o bastante, Pra poder digerir as minhas tristezas, Acho que estou triste Porém sou feliz também,  As vezes perco o equilíbrio,  Porque tento entender esse emaranhado,  Olhando no espelho, Meu rosto sempre suado, Sempre molhado,  Tristeza e mais uma cambada de sentir, em devaneio, Afinal qual é a hora de se puxar o freio.

3 Dragões

  Na beira do abismo, Não sei se é, Esse vazio que pressinto, Personagem criado pra causar dor e lembrança , Mas só consigo ver a criança, Tenho compaixões complicadas, Talvez nem sempre usadas, A minha armadilha predita, É o fogo eterno, O 3 dragões que habitam o meu ser, Talvez por isso que eu queira mostrar, Mas você tem vazio demais pra lidar, E nisso nunca vai realmente me ver, Enquanto cria seus ensaios de vida, Que nunca vai viver, Eu vivo na beira, controlando impulso de me jogar , Eu não tenho medo nenhum de viver, Mas estou cansada de brincar de cabo de guerra, Não tem ninguém ganhando, Só meu braço cansando, Se eu não tivesse sacado no começo, Até seria mais interessante, Porém os personagens, Que habitam a minha realidade que não existe, Também são do seu formato, Largo a corda, Jogo no abismo, Sem medo que tenha perigo.  

Sintonia

  Somos medo e compaixão, Dançamos livremente, Porque sabemos, Que todos mentem, Na forma que se enganam, Acredito tanto na sintonia, Que nem preciso, Mudar o canal, Somos espelhos invertidos, Nesse inverso de não se ver claramente, Mas acreditamos no fora, Mais no que está dentro, Espero sua verdade, Que seja liberdade, Que se torne felicidade, Porque amor tem dessas coisas, Felicidade alheia da quentinho no coração, Eu sei que te amo, E sempre é bom dizer, Que as nossas dores se curem, Para que podermos viver. 14 de agosto 2026  

Decodificando

  Eu fui,ficando ficando, Eco,eco.... Grito,mas nem posso expressar, Decodifico,porém não posso te fazer enxergar, Porque converso com o vazio das pessoas? As pessoas se dão importância, Pra conseguirem estar de pé, Eu,eu Nem consigo dar uma marcha ré, Enquanto tenta me dirigir, Eu lembrando que não tenho volante, Só   tenho Tenho, Desejo ,fogo constante, Carrego, mala, Mapa, Sei pra onde quero ir, Estou nessa parada, Porque parada estou, Porque o pulso ,sempre está pulsando, Tenho história, Muita vida regressa, Elas passam filmes na minha testa, Hoje me senti horrível o dia todo, E não quis mais você, Você só fala de você.  

Se essa rua fosse minha.

 As pessoas sempre passam por essa rua, Talvez nunca mais vão fazer isso, Nessa rua tem crueza, Tem beleza, Tem percepção,  Mas não tem reação,  Porque a rua quer, Que você se desnude, Das suas vontades, Que você finalmente fale a verdade, A rua não julga quem é da rua, Mas a rua não tem medo, Verdades doem mas só no começo,  Igual ralar joelho, Vai sentir quando a agua da chuveiro cair, Rua é laboratório,  Porque emoções são químicas,  Reações são físicas,  E desejos podem se tornar humor, Na rua não tem amor, Porque a rua não pode amar, A rua sempre se cruza nos caminhos, Que te leva a um patamar.

Menino Cruel.

 Nem sei aonde foi que começou realmente, As vezes percebo que nem forçando muito me sente, Essa crueza na fala, Como se tudo fosse um jogo, E que você quer muito ganhar, Só não sei qual é o prêmio? Enquanto falo só as meias verdades, Realmente existem áreas intocadas no meu ser, E elas ali vão continuar, Você manda que eu me renda, E eu começo a rir, Pensando vai sonhando,  Eu sou incapaz, De dar, A direção na mão de alguém,  Porque isso me destruiria , Menino cruel, Perverso,  Tem coisas que só a idade ensina, E eu deixei de ser professora.

Escape.

 Eu corro só em sonho, E no pensamento sento na cadeira do canto, E as vezes acordada, dissocio..... Associação das pessoas que sentem demasiado, Deveria existir,  Para de chorar agora.... Apesar da dor a criança tranca os dentes e olha pro algoz, Cheia de medo, Cheia de ódio,  Eu não venho aguentando, Porém não posso desistir, Aquela criança eu sou, Não deixei de ser, Só cresci pro alto, Pros lados, Acendo um cigarro, Porque não posso botar fogo no mundo,  Eu queria voltar a ficar na cadeira do fundo.

Artificialmente

  Toca musica na cabeça , Mas de fato não tem nenhum, Toca,toca de forma incessante, Mas eu nem gosto tanto... Eu lembro da música, Mas realmente queria perder, Algumas lembranças, São confusas, Porque não tem porque, Sabe motivo? A inteligência artificial, fica me dando apoio, Explicando que gosto de livros, Por terem começo meio e fim, E os motivos óbvios, Ninguém me toca, Como eu consigo tocar, Queria uma balada forte, Pra me impulsionar.

Sinto sua presença

  Sinto sua falta, Mas aí, Bato na testa, Lembro que você ,nunca existiu realmente, Quando era pequena dissociava, E ficava olhando pra cima, Porque não aguentava a realidade, Eu sempre fujo, Quando posso, Se não for correndo, Vai ser fantasiando, As vezes dói não ter aconchego, Porque eu sei que ainda vivo, Mas isso tem preços que não consigo pagar, Porque posso te amar e odiar quem você é realmente, E a culpa dos meus embaraços, Nem é sua realmente, Uma vez eu amei, Mas amei, Mas amei tanto, Que parece que nada mais me tem, Enquanto eu me querer me ver no outro, Continuarei sem existir.    

Cio

  Agosto mês do desgosto, Do cachorro louco, Não gosto, Já rompi ciclos importantes, Não acredito em destino, Nem em determinismo, Mas sempre é um mês que complica, Que aperta, O peito, O meu desconforto, Eu na cela de carne, Mente ativa, Corpo passivo, Frustrações em lidar com o outro, Com o alheio, Me rodeio, De proteções ativas, O tempo todo, Todo o tempo, E nesse mês malfadado, Ainda tem o vento intenso, Que afeta meus sensores, E deixa a cela de carne, Ainda mais doída, Espero que Agosto termine, Mas ele volta no próximo ano.

Tratado de Tordesilhas

  Prazer sou realidade, Realizo, Porém assusto pra um caralho, Enquanto observo sua criança, Montando lego, Afinal crianças são cruéis, Porque não sabem mentir, Nessa parte é o adulto quem dirige a cena, Tão cheio de si, Ah eu vou conseguir, Coitado.... Seu entorpecimento me encanta, Porque faz acreditar em si, Não tem nenhuma responsabilidade, Pelo outro, Afinal peças de plástico não sentem, Talvez você sinta tanto, Mas algo ou alguém abafou, Então ficou preso sem identidade, Sou homem, mulher ou uma sombra das minhas fantasias, Delimito, Quero que me obedeça, Porque assim tenho controle no ambiente, Surpresas me assustam, Eu realidade o eu lírico das suas lorotas, Não tem como não me sentir superior nesses, Momentos, Porque eu não sou nada, Invisível aos olhos, Voando sobre os humanos, Fazendo cocô nas suas cabeças, Rindo, Mas eu saio de cena, Do mesmo jeito que entro. Porque sou nada e tudo, Um abafo da sort...

Algo morre

  Algo morre... Ilusões do que é o amor, Afinal, contos de fadas, São apenas contos , Algo morre.... Violência, quando não se tem a capacidade de proteção, Figuras de poder, Desprezo intenso, Afinal quem pensa que é, Algo morre... No dia que nota que usa pessoas como analgésico, Pela sensação de uma única vez dá, Afinal estamos sempre em estado entorpecente, Porque realidade dói demais,   Algo morre..... Quando se brinca de acreditar nas mentiras, Que você sabe serem enganos, Mesmo que auto infligidos, Afinal, mentira carrega um medo de ser, tão gigante, Que acaba por causar fascínio, Algo morre.... Mas não tem nenhum morto ainda, Estamos todos vivos interligados, Numa rede, na absorção do caos da solidão, Afinal queremos nos conectar, Algo morre.... Isso não tem nenhum artifício que impeça, Nada que substitua, Mas eu rio da cara do perigo, Enfrento meus medos angústias, Sobrevivo ao próprio caos, Interno, externo...

Molécula

  Bato na porta do céu, Porém não ouço nada, Acordes ,já são outra história, Não confio em entidades que precisam, De algo que eu tenha, Também não quero ser gostada, Por ser, Não quero ter que agradar, Nem pensar no que devo fazer, Já tem correntes nos pulsos e tornozelos, Vozes internas dando péssimos conselhos, Eu pago o preço de não ser, Com a minha solidão, Mas estamos sempre sozinhos.... Na pele,no pensamento, Eu aceito ser sozinha, Porque ainda sou algo pra mim mesma.    

Ser

  Eu sou muita vontade, Sem ação nenhuma, Como se fossem cavalos de raça, Com alguém mais forte prendendo o arreio, Quando os cavalos são libertados, Mas são feitos, a Cinderela com horário pra voltar pra casa, Mas ai são cavalos demais, A carroça não aguenta, Depois que o tsunami passa, Só fica os destroços , Eu fico bolando planos, Porque um dia vou botar eles pra jogo, Porque os cavalos estão aqui esperando.

Falta

  Sinto sua falta, Porém nem sei que você é, Porque você vive na minha imaginação, Eu estou te criando nas noites de solidão, E são tantas, tantas.... Talvez nunca te conheça realmente, Pelo esse excesso de projeção, Na minha ativa mente, Essa mesma que me defendeu a vida toda, Das invasões dos outros, Da dor de existir, Do incômodo de ouvir e sentir tudo tão intensamente , Eu me dissociava e associava a loucura do criar , Tenho esperança , quem sabe nos encontramos algum dia, Afinal ninguém sabe do amanhã, Pra ser sincera eu por pulso do impulso só vivo no hoje , Porque amanhã quem sabe?

Chuva caí

  Eu observo o caos, Mas não faço parte dele exatamente, Desde criança observo tempestades, Queria sempre me banhar nas suas águas,  Elas são excepcionais, Quase mágicas no meu olhar, Morei em uma casa que a visão do céu era extensa, A dança das nuvens cinzas, Pareciam minha alma em confusão, Parece que tudo que eu gosto, Acaba por ser um tijolo, na carne, Afinal me tornei barômetro humano, Nunca pensei ser possível, fazer parte da terra desse jeito. Chove chuva, Chove sem parar, Sinto tudo se contorcer, Sem mesmo precisa olhar, Será que um dia isso irá passar?

Nem todo,todo mundo.

 Sempre acreditei que a verdade sempre está,  Por mais que tentem negar, Auto enganar, decorar botar flores nos vasos.... Em correlações as pessoas jogam, na verdade que acreditam, Pessoas agem por pulso, mesmo sendo pragmáticas, Se eu estou no jogo, Preferiria que me mostrassem as regras, Eu como eu pensante,  Sempre aceita, E não torno pessoal, Mesmo se me atacam, Alguns querem serem amados ao ponto da idolatria, Se sentem Deuses caídos.... As vezes queria amar um outro adulto pra saber qual é a sensação... Mas nesse fosso que vivo, Existem magias de proteção tamanha, que só fico olhando de fora, Porque dentro ainda não posso me enfiar, As vezes olho e vejo pessoas que amam e cuidam como mães solo. Isso tem uma tristeza, uma falta de par  

Menu

  No menu do dia, Tem sempre tem, Confusão, A velha ótica distorcida, Desse excesso de sentimentos, Parece caos absoluto, Mas são só ideias que preciso colocar pra fora, Porque tenho um livro dentro de mim, E isso me consome demais, Processo, escrever e postar, Tem muito significado e nenhum ao mesmo tempo, Porque eu existo , Pelo menos desejo existir, Talvez queira até incomodar, Incessantemente, Não é justo ser assim, E não dividir complexidade, As vezes palavras mais usadas não fazem sentido, Eu te amo. Já ouvi e não significou muito, Marcou a partida de alguém que morava dentro de mim Porque quando demonstrado, as palavras perdem o efeito, A gente sabe o que deveria esperar, E não é com os olhos nem com o ouvido, E sim ser ouvida, A pessoa saber do que você precisa.

A questão dos Problemas.

 Começo a rir,porque me lembro da minha idade e responsabilidades  Eu sou encarregada.... Olho o problema quero resolver!  Para o próximo ocupar o seu lugar, Ansiedade e Problema são um casal complicado, Porque na ânsia pode se aumentar o problema,  E ele vai engordando e foi você,  Que sovou, sovou com força,  Nada vai aprofundar o bastante pra me causar paz, Porque isso eu não alcanço nem dormindo, Essa noite sonhei com cobras e que eu pisava em todas, Mas por mais que tentasse, Eram muitas, O sonho, a vida está cheia de cobras também, Alguém já deve ter criado algo,e dizer que sonhar com cobras significa, Mas eu estou estática, olhando pro meu desejo de resolver problema.

Aos pedaços.

 A vida se apresenta aos pedaços,  E sempre cabe interpretação,  Nessas horas acabo lembrando, que em provas nunca acertava, Aquele zero se põe nas minhas memorias, Minha interpretação não se cabe ao comum, Desse ser por isso, que gosto de pessoas caóticas , Porque caos não cabe interpretação,  Ele apenas é vento,rodopio e coisas dentro destruídas e misturadas, Realmente não gosto do que dizem, Ser normal, Uma vez pintei uma camiseta, A frase da frente dizia,Tá olhando o quê? As costas terminava, Sou normal, Que mentira descabida, Eu não caibo nos colos, Não posso ser pegada no colo, Tenho uma ânsia de prever que beira a loucura, E ao mesmo tempo sei escutar no silêncio,  Interpreto a alma nos olhos de alguns, As vezes se percebe que nem alma tem, Por outras vezes as pessoas tem tristezas, profundas e eu as vejo, Eu sinto muito medo.

Formatação.

 Eu limpo tudo eletrônico,  As mensagens já moram na minha mente, E realmente não preciso ver novamente,  Será que é verdade o que eu sinto nas palavras,  Porque eu realmente não acredito em você,  Porquê não acredito em mim, Palavras dizem que tem poder, Mas é inevitável duvidar, Mas foram palavras que machucaram, O silêncio também,  Fiquei esperando meu amor passar, Esperei que me pedissem perdão,  Mas só vejo sangue derramado no vão, Esse drama,esse circo sem lona,  Sinto que tem uma piada que ninguém contou, Mas eu ouvi da sua mente, Espero que sinta orgulho! Sem que eu precise fazer nada pra merecer, Porque eu existo, Só tem esse fato pra crer, Afinal tenho medo de enlouquecer....

Descabelada

  Queria poder,ter,ser todas essas coisas juntas. Mesmo que coloque ponto final,no que realmente me move. Hoje eu não quero nada me tocando,pensar em tomar banho acaba se tornando um calvário. Me olhando no espelho,vejo ainda chama nos olhos,porém o cabelo mostra a bagunça. Conto historias de forma intermitente,porque nesses momentos ainda me sinto viva.   Não é importante se o interlocutor presta atenção, queria querer me importar,mas não pesa como deveria.   Vem tudo mudando,e eu não ando ajudando nos processos,penso que quero paz,mas caço confusão ao mesmo tempo que respiro no ritmo de meditação.   Na mesma base,inteligência acima,carência abaixo de zero,impulsos vezes cem.   Eu levo na brincadeira,porque a cena não se forma na mente,sei que personas sentem. Mas estou cheia de vazio.    

SOS

  Ainda sou tão pequena, Abro os olhos estico os braços, Mas ninguém vem em meu socorro, Eu não sou mais pequena, Nisso aprendi a exceder, Talvez seja até uma montanha, Venha ver.   Nessa montanha tem uma gruta, Recheada de lembranças dolorosas, Todas cheias de solidão e maus tratos, Afinal,sim tudo escondido, Não me é permitido dar trabalho.   E adulta procurei alento, Descobri tardiamente que era outra arapuca, Não se dá ao outro procurando cura, Aos que paguei,tentando que me ajudassem, Até tentei, Olhei,olhei, Me protegi,mesmo assim, Ao ver a tentativa,cavo fosso,ergo a murada,contrato dragão.   Tenho esperança e é ela que me move,sem destino nada escrito na pedra. Mas agora preciso de descanso,a criança de sobretudo por impulso está sobrecarregada.  

Sorria!

  No meu palco, Ofensa,se torna riso, Afinal ,o que faço realmente com isso.   Tem acordes tocando na mente, Gritando minta,minta, Mas eu não posso mentir ,simplesmente.   Desejo é uma valsa sem par, Ele fica girando,porém sozinho, Quando penso em dividir com alguém, fico sem ar, Poxa aguenta mais um minutinho.   Dentro tudo é escuro confuso, Falta luz,mas excede em claridade, Quem você é quando pode fazer maldade?   Fora ,não consigo parar de rir,de coisas que outros chorariam, Talvez a casca um dia caía, E eu possa eclodir, Espero que aconteça antes de partir.