SOS
Ainda sou tão pequena,
Abro os olhos estico os braços,
Mas ninguém vem em meu socorro,
Eu não sou mais pequena,
Nisso aprendi a exceder,
Talvez seja até uma montanha,
Venha ver.
Nessa montanha tem uma gruta,
Recheada de lembranças dolorosas,
Todas cheias de solidão e maus tratos,
Afinal,sim tudo escondido,
Não me é permitido dar trabalho.
E adulta procurei alento,
Descobri tardiamente que era outra arapuca,
Não se dá ao outro procurando cura,
Aos que paguei,tentando que me ajudassem,
Até tentei,
Olhei,olhei,
Me protegi,mesmo assim,
Ao ver a tentativa,cavo fosso,ergo a murada,contrato dragão.
Tenho esperança e é ela que me move,sem destino nada escrito
na pedra.
Mas agora preciso de descanso,a criança de sobretudo por impulso
está sobrecarregada.
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