Sombras

 Quando criança invoquei com a minha sombra,

E a ficava perseguindo,

Ate hoje não entendo o fascínio, 

De alguma forma acabei aprendendo,

A ver e lidar com as sombras alheias,

Ninguém é só sombras,

Nem cheio de luz feito vagalume,

O fato de aceitar,

O que nem sempre é aceitável, 

Vem do lugar de um ser frustrado que tentou,

Tentou e perdeu,

Afinal ninguém muda na essência, 

Não da pra criar casas na ilusão que elas nunca vão desmoronar,

A água dos olhos turvam,

Mas a própria agua leva tudo embora,

Então eu aceito,

Isso não me faz palhaça,

Só economista da carga alheia,

Afinal quem você é não é problema meu,

E as sombras só aparecem na luz.


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