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Mostrando postagens de julho, 2026

As vezes,vezes demais.

 As vezes toleramos o intolerável,  Esse que anda serelepe por ai, Sinto tanto que saí pelos poros, Tem pessoas vazias, Eu sei quem elas,são  Mas quero me embrenhar dentro delas, Porque sei que aí fico invisível por alguns minutos, Tolerância demais, Carência cognitiva, Pedaços de lembranças mortas, Coisas que poderiam ter sido, Mas nunca foram,  Olho pro abismo e ele sorri perversamente de volta  E diz oi sumida!

Ninho vazio

  As vezes acho que não entendi direito, Em qual cena eu devo entrar, Vergonha como aquela de andar na rua nua, Alias esse sonho me persegue, Em qual momento me tornei ilusão? No qual projetam, e enchem de projetos de fingimento, Enquanto a vida real ,me leva a fadiga extrema, Problemas cruzam,transam entre si ,fazem suruba e deles nascem filhos problemáticos, E eu que cuido da creche toda, Esse cansaço é real, O tédio companheiro, Preciso de endorfina, porque não consigo sozinha , Mas não pago os preços das coisas, São caros demais, Preciso também de paz Mas é triste esse vazio, Como se dentro, fosse um ninho, Mas sem passarinho.  

Sexo em texto.

 Esse tesão da madrugada, Não pode ser traduzido em palavras, Tenho frio, preciso de um calorzinho, Preciso de endorfinas, rolando no sangue, Que aplacam a dor, Acalmando meu cérebro agitado , Enquanto sufoco desejos, Fico lidando com as incertezas, São, são demônios pessoais, Que me infernizam,  Mostram o que eu quero, Mas botam preços que não pago, Nem em nome de fuder, Aliás estou longe,disso a tanto tempo, Que acho que esqueci como funciona, Porque tanta coisa mudou, Ou eu mudei totalmente,  Eu não brinco com moedas, Que depois não sei se vou poder quitar , Contínuo fria, Preciso de calor constante, Mas vale a pena arriscar, Por um instante?

Boneca inflável 2 a vingança.

 Sinto ser assoprada,  Entra ar e saí pelos buracos, Como você consegue sofrer nesse corpo? E o fundo da sala de aula berra,  Corpo Tão gostoso, No médico, a foice e na sorte ouço um cuidado ao falar, Mas você precisa se cuidar, Me olho varias vezes e ainda não vejo.... Aparentemente minha confusão e tamanho,é um provocador voraz, Porém o desejante,me quer no escuro, Na marginalidade, Sem que ninguém veja, Talvez exagero, Porque também não quero ninguém vendo, Eu sim me escondo,  Quase brincando de pique e esconde, Não acredito no querer do fetiche,  Porque não sou boneca, Tenho carne, alma coração,  Um cérebro que contesta qualquer mentira que escreve, Eu tenho o masoquismo,de não reagir nunca, Mas sempre analiso, Realmente não posso nada com isso fazer, Mas também não quer dizer,que vou querer você. 

Reduzido

  Olho pra cima,de novo e de novo, Faz tempo que dizem que no céu se encontram respostas Então fico flertando com o direito humano ,de crer. Faz tempo que não olho pro céu, por apenas olhar, Nuvens tem formas variadas e elas nunca mais, vão ter o mesmo formato, Do mesmo jeito que eu não sou a mesma depois de experiências , Eu não tenho a mesma coerência todo dia, Muito menos sou dita ,como correta, Eu só não me sinto, Juíza, Do bem e do mal, Minha pele arde por estar com muito sal, E meu corpo pede companhia constante, Mas minha alma,so grita e grita, Quero estar sozinha,no silêncio, Bem escuro sem nada pra me ativar, Tomo as rédeas desse cavalo selvagem, E me pergunto de que eu tenho tanto medo, Esse desespero, Hoje eu estaria melhor se tudo fosse aberto e resolvido, Mas a questão é que nada fica estático, Muito menos a vida que é malvada, Ando descalça por cima de cacos do meu coração, Meus pés não doem mais, Mas esse sangramento ...

Buscando problema.

 Nunca fui determinista, Apesar de flertar com o termo, Não sei o que ando sentindo , Só sei que a resposta não mora nos outros, Busco problemas, Ansiedade fica me corroendo, Querendo que tudo se resolva de uma vez, E assim pioro tudo querendo que melhore, Não ando sozinha exatamente,  Mas desejo pra mim é quase nada, Porque fala de um outro, As vezes envolto, Em fantasias, Nuvens, Em dias que a irritação quer ficar ranzinza e usar um megafone, Mandando todo mundo pra puta que pariu , Tenho que respirar, Manter minhas reações em cadeia, Quietas,tranquilas, Queria poder me anestesiar da dor,da intensidade de sentimentos, Do meu próprio desejo, Mas eu não sei emular responsabilidade a nada, A não ser a mim mesma.

Não sou grata.

  Não sou grata, Nem quero, Mesmo me despindo dos meus sentidos, Eu finjo tanto, Que nem mais sei, Se sou, Se estou, Se sou alguma coisa, Até porque eu sou uma coisa, No seu querer, Problema que isso não dói, Quanto deveria, Me anestesiei demais, Pra não sentir e ainda não sinto, Então mesmo que bata na porta Faça barulho, Seja displicente, Eu não consigo me importar, Porque você não existe, E nem eu.    

Ânsia.

  Quando ela chega,vem travestida de felicidade, Me sinto molhada,ai percebo que o coração quer galopar por ai sem mim, Respiração com próprio compasso, que pulsa curto, Depois de décadas de companhia deveria ter me acostumado, Sensação de precisar, E de precisar no instante do pensamento, É agora ou nunca, não tenho tempo, Respira, puxa se o ar por 4,segura por 7,solta devagar em 8, Meditação, oração, vontade de ser outro, Sem tanta carga, bagagem que pegou por engano, Sei que passa, Mas eu quero agora, Vá embora, Por favor me deixe, Lembranças ruins, Consequentemente, impertinentes , Eu nunca pude pedir socorro, E continuo sem poder, Porque aí eu morro.

A altitude da solidão.

 Tudo ao redor parecem estar em redomas de vidro, Sempre se movendo, Eu tenho palavras no peito, E são tantas, que nem cabem numa folha, Fico confusa, por sentir demais, Ao mesmo tempo,que nada sinto, Quem é você no que sente? Sem barreira,beira olhando pro próprio abismo da alma? Quem você é sozinho,sem ninguém te ver, Não existem leitores de mente, Nada existe realmente,  Única certeza que as cortinas vão fechar enquanto as luzes se apagam,  Nesse momento se tiver alguma sorte,você vai ser lembrança de alguém , Se boa ou ruim não se sabe, Porque a vida tem encenações e contextos, angústias com nome e sobrenome, E tem um próprio sabor e sentido, que cada um vai saber ser seu, Não queria ser sozinha, Mas ando só,  Antes que mal acompanhada. 

Moço

  Oh!moço não faz assim, Moço não é assim que faz, Tu carrega uma coroa, Atoa,atoa… Esse medo de ter que ser, Esse cheiro de solidão,  Oh! moço, moço… Nas viagens de serotonina ,dopamina e cortisol química, Na madrugada eterna,das fantasias de lembranças, O ego é ingênuo quando conta vantagem, A pupila dilatada de noradrenalina, O que é real? Quando se vive em fantasias, E moço, afinal qual personagem você é, Se você joga, ninguém ganha nada, E tudo se vai em revoada.

Contrastado

  Me vejo,mas é só um contraste, Quando me veem,acabo me tornando espelho, Energias ressonadas,combatendo ao que é natural, Aparentemente se esconder,não faz tanto sentido,  Me escondo de quem aponta que tudo errado está,  Enquanto ,não sinto me aproximo de quem também não sente, Assim vamos indo,indo, Todos em correntes, As vezes de puro desejo,tantas vezes de pura covardia, E provavelmente de muita fantasia, Todos queremos lugares,na vida de alguém,  E algumas pessoas insistem em fazer visitas, Era digital aproxima e ao mesmo tempo cria uma distância,  Não tem cheiro,nem temperatura muito menos gosto, As vezes sinto que me perco, sinceramente olhando pro mundo através de uma tela, Não estou sozinha.

Ao contrário de exato.

 Respiração… Entra ar ,sai ar, Mas não no mesmo estado Transpiração, Que você quer de mim? Escorre,molhado  Batimentos,  Tum,tum,e mais tum,tum Eu vou te pegar… Dor, Saio correndo fugindo, Preciso que me esconda, Tesão, Entra e sai,entra e sai, Na porta da frente, na porta de trás, Imaginação,  Outros lugares,outras vidas, Mas ainda prefiro a minha Medo, Barulho, luz,radiação, frio,calor, Abraço, toque ,desejo, Morte.

Dissolução da Verdade.

 Nada é tão solúvel,como a propria vida Pra quê resiliência perante a dor, Porque lutar para sair da cama, Esse excesso de vivos mortos,na minha mente constante , Pessoas que acham bonito,me manter em estantes, E ali fico,parado enquanto a poeira me coça o nariz, E em momentos obscuros,preciso ficar me lembrando, Que apesar de, Ainda sou feliz, Que na verdade nada é real, Porque não sei se a realidade existe, Os ovos ,moram na geladeira,  Esperando o fim da sua jornada, Eu morando na estante de desejos infundados, Me sentindo abrigado no desejo alheio, Porque ele não tem poder em quem eu sou, Afinal fantasia e desejos não existem, foram criados , E eu não participei do começo, sou uma peça de um quebra cabeça, da solidão que mora na mente alheia.

Ensaio sobre o amor e outras cegueiras.

 Afinal o que é o amor? Acho que na vida experimentamos mais a paixão, seja sobre coisas pessoas,e até comida.  Já ficou empolgado com algo e não conseguia falar de outra coisa,pensamentos que chegam a perturbar você e aos ouvidos que possam estar por perto na era digital, podemos mandar mensagens assim perturbando pessoas que moram até em estados diferentes que o seu. Às vezes acho que a paixão vai morrendo com a idade, talvez os hormônios responsáveis vão diminuindo,ou é a realidade em carne viva da vida,as cores vão desbotando. Eu não conheço tanta gente e com o passar dos anos,eu estou me tornando mais avessa a aglomerações,mas eu sou extremamente fofoqueira mas exercito esse meu lado,nas histórias que vou ouvindo dos meus áudios livros.  Sentimentos são o que compõem o humano,somos compostos de todos os estados da ira a paciência eterna. Mas não existe nada mais brilhoso do que uma paixão, chamada de amor e consequentemente a cegueira que os inícios de relacionamento...

Eu ainda não entendi

  Hoje me emocionei muito ouvindo música, eu sou uma adulta ,dependente de fones de ouvido,porque ouço audio livro praticamente o tempo todo,sei que foi um hábito que trago lá desde 2009,então eu e a voz mecânica do Google somos amigas,mas hoje tirei o dia pra ouvir minhas músicas, músicas fazem parte de memórias atreladas a pessoas que já passaram pela minha vida,principalmente se a pessoa gostasse muito de uma música.  Mas ouvir música sempre foi um momento de solidão atrelada a sonhos de um futuro,então minhas viagens insólitas ao mundo do nunca sempre tiveram um tema específico.  Então enquanto eu acompanho as minhas músicas preferidas,às vezes o choro vem lá do fundo e nem consigo saber o porquê. Ouvir música sempre é uma experiência de arrepios,emoções, quentinho no coração e algumas vezes tristeza. Eu não sinto nada em relação a religião, então imagino que o que eu sinto é quase uma oração, pelo que via as pessoas em volta dentro das Igrejas,porque fui em várias....