Prudente

 

Nasci e algum tempo depois,

Gelo caiu do céu,

Muito nova,

Reconheci,

E vi,

Sem parar a crueldade,

Risos nem sempre compõem,

A Alegria,

As vezes o cerne do ser humano,

Me dá alergia,

Hoje em dia me alegro,

Porque o medo ficou na infância,

Sou mais prudente,

Mesmo rangendo os dentes,

Não é o medo que me dirige,

Sim o discernimento,

Porque desde o nascimento,

A aceitação não vem,

Ela não vai vir,

E isso realmente não importa,

As todos filhos da puta,

Que me aclamaram,

Fecho as portas.

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