Eu escrevo,você me apaga.

 Eu escrevo,

Porca,

Eu existo,

Gorda,baleia saco de areia,comeu banana podre morreu de caganeira...

Alguém grita, 


Gostosa,

Mas no escuro não sei quem falou,

Eu tento apagar a lembrança,

Lixo,lixo,lixo

Além do que eu existo,

Parece estar sempre em conflito,

Não falo a mesma língua que a sua, 

Sempre nervosa, porque os nervos se ativaram lá na infância ,

Mesmo assim eu te amo,

Mas, queria que você nunca mais falasse,

Eu não sou como você, 

Por isso que é tão difícil conviver,

Não quero que ninguém seja triste,

Mas também não quero te fazer feliz,

Isso seria um contador de pingos,

Em um abismo abismal, 

Eu vou deixar de existir em algum momento,

Minha felicidade existe,

Nesse lugar de eu não ser você. 





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