Tratado de Tordesilhas
Prazer sou realidade,
Realizo,
Porém assusto pra um caralho,
Enquanto observo sua criança,
Montando lego,
Afinal crianças são cruéis,
Porque não sabem mentir,
Nessa parte é o adulto quem dirige a cena,
Tão cheio de si,
Ah eu vou conseguir,
Coitado....
Seu entorpecimento me encanta,
Porque faz acreditar em si,
Não tem nenhuma responsabilidade,
Pelo outro,
Afinal peças de plástico não sentem,
Talvez você sinta tanto,
Mas algo ou alguém abafou,
Então ficou preso sem identidade,
Sou homem, mulher ou uma sombra das minhas fantasias,
Delimito,
Quero que me obedeça,
Porque assim tenho controle no ambiente,
Surpresas me assustam,
Eu realidade o eu lírico das suas lorotas,
Não tem como não me sentir superior nesses,
Momentos,
Porque eu não sou nada,
Invisível aos olhos,
Voando sobre os humanos,
Fazendo cocô nas suas cabeças,
Rindo,
Mas eu saio de cena,
Do mesmo jeito que entro.
Porque sou nada e tudo,
Um abafo da sorte,
Uma mão de Deus,
Na casa de ateus.
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