Reduzido

 

Olho pra cima,de novo e de novo,

Faz tempo que dizem que no céu se encontram respostas

Então fico flertando com o direito humano ,de crer.

Faz tempo que não olho pro céu, por apenas olhar,

Nuvens tem formas variadas e elas nunca mais, vão ter o mesmo formato,

Do mesmo jeito que eu não sou a mesma depois de experiências ,

Eu não tenho a mesma coerência todo dia,

Muito menos sou dita ,como correta,

Eu só não me sinto,

Juíza,

Do bem e do mal,

Minha pele arde por estar com muito sal,

E meu corpo pede companhia constante,

Mas minha alma,so grita e grita,

Quero estar sozinha,no silêncio,

Bem escuro sem nada pra me ativar,

Tomo as rédeas desse cavalo selvagem,

E me pergunto de que eu tenho tanto medo,

Esse desespero,

Hoje eu estaria melhor se tudo fosse aberto e resolvido,

Mas a questão é que nada fica estático,

Muito menos a vida que é malvada,

Ando descalça por cima de cacos do meu coração,

Meus pés não doem mais,

Mas esse sangramento contínuo,

Me enfraquece,

Eu estou de máscara e ninguém se importa,

Olhei tanto pra parede que achei ela torta.

 

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