Algo morre
Algo morre...
Ilusões do que é o amor,
Afinal, contos de fadas,
São apenas contos ,
Algo morre....
Violência, quando não se tem a capacidade de proteção,
Figuras de poder,
Desprezo intenso,
Afinal quem pensa que é,
Algo morre...
No dia que nota que usa pessoas como analgésico,
Pela sensação de uma única vez dá,
Afinal estamos sempre em estado entorpecente,
Porque realidade dói demais,
Algo morre.....
Quando se brinca de acreditar nas mentiras,
Que você sabe serem enganos,
Mesmo que auto infligidos,
Afinal, mentira carrega um medo de ser, tão gigante,
Que acaba por causar fascínio,
Algo morre....
Mas não tem nenhum morto ainda,
Estamos todos vivos interligados,
Numa rede, na absorção do caos da solidão,
Afinal queremos nos conectar,
Algo morre....
Isso não tem nenhum artifício que impeça,
Nada que substitua,
Mas eu rio da cara do perigo,
Enfrento meus medos angústias,
Sobrevivo ao próprio caos,
Interno, externo,
Afinal a solidão, é uma amiga querida aonde ficou nua e sem medo
nenhum.
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