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As vezes,vezes demais.

 As vezes toleramos o intolerável,  Esse que anda serelepe por ai, Sinto tanto que saí pelos poros, Tem pessoas vazias, Eu sei quem elas,são  Mas quero me embrenhar dentro delas, Porque sei que aí fico invisível por alguns minutos, Tolerância demais, Carência cognitiva, Pedaços de lembranças mortas, Coisas que poderiam ter sido, Mas nunca foram,  Olho pro abismo e ele sorri perversamente de volta  E diz oi sumida!

Ninho vazio

  As vezes acho que não entendi direito, Em qual cena eu devo entrar, Vergonha como aquela de andar na rua nua, Alias esse sonho me persegue, Em qual momento me tornei ilusão? No qual projetam, e enchem de projetos de fingimento, Enquanto a vida real ,me leva a fadiga extrema, Problemas cruzam,transam entre si ,fazem suruba e deles nascem filhos problemáticos, E eu que cuido da creche toda, Esse cansaço é real, O tédio companheiro, Preciso de endorfina, porque não consigo sozinha , Mas não pago os preços das coisas, São caros demais, Preciso também de paz Mas é triste esse vazio, Como se dentro, fosse um ninho, Mas sem passarinho.  

Sexo em texto.

 Esse tesão da madrugada, Não pode ser traduzido em palavras, Tenho frio, preciso de um calorzinho, Preciso de endorfinas, rolando no sangue, Que aplacam a dor, Acalmando meu cérebro agitado , Enquanto sufoco desejos, Fico lidando com as incertezas, São, são demônios pessoais, Que me infernizam,  Mostram o que eu quero, Mas botam preços que não pago, Nem em nome de fuder, Aliás estou longe,disso a tanto tempo, Que acho que esqueci como funciona, Porque tanta coisa mudou, Ou eu mudei totalmente,  Eu não brinco com moedas, Que depois não sei se vou poder quitar , Contínuo fria, Preciso de calor constante, Mas vale a pena arriscar, Por um instante?

Boneca inflável 2 a vingança.

 Sinto ser assoprada,  Entra ar e saí pelos buracos, Como você consegue sofrer nesse corpo? E o fundo da sala de aula berra,  Corpo Tão gostoso, No médico, a foice e na sorte ouço um cuidado ao falar, Mas você precisa se cuidar, Me olho varias vezes e ainda não vejo.... Aparentemente minha confusão e tamanho,é um provocador voraz, Porém o desejante,me quer no escuro, Na marginalidade, Sem que ninguém veja, Talvez exagero, Porque também não quero ninguém vendo, Eu sim me escondo,  Quase brincando de pique e esconde, Não acredito no querer do fetiche,  Porque não sou boneca, Tenho carne, alma coração,  Um cérebro que contesta qualquer mentira que escreve, Eu tenho o masoquismo,de não reagir nunca, Mas sempre analiso, Realmente não posso nada com isso fazer, Mas também não quer dizer,que vou querer você. 

Reduzido

  Olho pra cima,de novo e de novo, Faz tempo que dizem que no céu se encontram respostas Então fico flertando com o direito humano ,de crer. Faz tempo que não olho pro céu, por apenas olhar, Nuvens tem formas variadas e elas nunca mais, vão ter o mesmo formato, Do mesmo jeito que eu não sou a mesma depois de experiências , Eu não tenho a mesma coerência todo dia, Muito menos sou dita ,como correta, Eu só não me sinto, Juíza, Do bem e do mal, Minha pele arde por estar com muito sal, E meu corpo pede companhia constante, Mas minha alma,so grita e grita, Quero estar sozinha,no silêncio, Bem escuro sem nada pra me ativar, Tomo as rédeas desse cavalo selvagem, E me pergunto de que eu tenho tanto medo, Esse desespero, Hoje eu estaria melhor se tudo fosse aberto e resolvido, Mas a questão é que nada fica estático, Muito menos a vida que é malvada, Ando descalça por cima de cacos do meu coração, Meus pés não doem mais, Mas esse sangramento ...

Buscando problema.

 Nunca fui determinista, Apesar de flertar com o termo, Não sei o que ando sentindo , Só sei que a resposta não mora nos outros, Busco problemas, Ansiedade fica me corroendo, Querendo que tudo se resolva de uma vez, E assim pioro tudo querendo que melhore, Não ando sozinha exatamente,  Mas desejo pra mim é quase nada, Porque fala de um outro, As vezes envolto, Em fantasias, Nuvens, Em dias que a irritação quer ficar ranzinza e usar um megafone, Mandando todo mundo pra puta que pariu , Tenho que respirar, Manter minhas reações em cadeia, Quietas,tranquilas, Queria poder me anestesiar da dor,da intensidade de sentimentos, Do meu próprio desejo, Mas eu não sei emular responsabilidade a nada, A não ser a mim mesma.

Não sou grata.

  Não sou grata, Nem quero, Mesmo me despindo dos meus sentidos, Eu finjo tanto, Que nem mais sei, Se sou, Se estou, Se sou alguma coisa, Até porque eu sou uma coisa, No seu querer, Problema que isso não dói, Quanto deveria, Me anestesiei demais, Pra não sentir e ainda não sinto, Então mesmo que bata na porta Faça barulho, Seja displicente, Eu não consigo me importar, Porque você não existe, E nem eu.