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Passo a vez.

Faço Apocalipse em copo de água, Futilidades importantes, Poeira nas estantes, Se discuti por tudo, Eu continuo mudo, Minhas ideias não cabem, No teu molde, Chinfrim Nem assim me toma, Nem me desfaz do avesso, Que em versos, Leio, escrevo, De tudo te obedeço, Quero ver a cama amassada, Suas vidas passadas, Se a sorte encara a empreitada. Mas falta rebeldia no mundo, Gente que não tem medo, Da morte,da sorte,do transporte, Em pratos rasos pouco se come, Em almas rasas muito se consome.

Escuro raso

Buraco, Buraquinho, Buracão, Solta essa pá menina, Tudo bem sem pressão, Humano boboca cheio de buraquinhos para tapar, Vamos lá, Pegue logo a pá, Não sei lidar com o que eu sinto, Então terra jogarei, É tão divertido esconder ele desse jeitinho, Mas terra pesa mais que ar, Humano boboca vai ficando pesadinho, Mais um punhado e não mais vou agüentar, Mas aí choveu, Todos aqueles buraquinhos se tornaram um só  Na erosão da emoção contida, Mas a pá é minha, Eu sou  também, Porque será que o cérebro canta, Não é não não não, As vezes me nego no espelho, Mesmo me vendo tão nítido, Talvez vou plantar flor no buraquinho, E me deixar florecer acontecer de verdade, E não mais tapar buraquinho.

Cristal.

Sinto dores, Amanhã amanhã Fico me predendo no amanhã , Porque será, Assim espero, Dói, Imagino me em uma piscina quente flutuando, Para tentar fugir, Flutuo dentro de mim , Procurando respostas, Que já estão postas, Não existe culpa, São só consequências dos erros do mundo, As vezes aquela vontade de abrir a cabeça e ver qual conexão quebrou, Porque dói muito, Talvez seria inteligente flutuar por um tempo, Mas não tem leveza no sofrimento, Agora se provoco, Não posso te esclarecer, Eu ainda sofro pela exposição da minha alma quebrada, Engraçado que nunca quebrei nada, Mas é exatamente como me sinto agora, Estou toda quebrada.

Querer

E faço drama, Mas também faço a cama aonde deita, Espero que me queira, Enquanto deleta seus pormenores, Tão gigante seus problemas são, Pequenas as soluções , Por isso que ninguém as vê, Eu continuo ardendo ao relento, Chorando por colo, Gritando em gestos, Não estou bem, Nem para defesa nem para ataque muito menos para perda, Não tem nada simples, E aqui continua o corretor ortográfico ambulante, Tem palavras repetidas, Palavras sozinhas, Essas nuvens deveriam levar essa umidade dos meus olhos com elas, Igual quando alguém me disse te amo e foi embora para sempre, Verdade palavras tem peso, Mas também não significam tanto assim, Mentiras são as vezes ditas, Por medo ou por manipulação, Tem que se deixar levar pela corrente então.

Comendo a língua.

Não consigo ouvir o que diz, Tem veneno ardendo nas minhas veias, Mas o mundo é mesmo assim, De ação, reação enfim, Mas será mesmo necessário ter razão, Realidade é tão diversa, É pra mim, É pra você, Mas só importa o meu mundo, Porque é nele que vivo, Nele aonde travo batalhas, E perco sempre, Engraçado o julgar só pelo o que a pessoa aparenta, Existem tantas teorias, As que a gente cria, Outras que alguns pesquisam, Mas é só mais uma paranóia, Talvez eu a crie até crescer, Cuidar ter zelo, Tem diferenças fundamentais, Como amar e deixar livre, Não sou tão adulta, Não sirvo para isso, Livre condulta, Mas cada um digere no seu tempo, Não tem problema entrar em casulos, Construir muros, Quando estiver forte, Eles vão ruir.

Pouca chuva

Acho que a história sempre se resume a vencer o dia a dia Ou se deixar se levar por eles Queria se estática e não ser tão trovão As vezes meus ecos soam tão sem noção. Eu estou com frio em um terreno estéril sem ninguém. Eu sinto frio no calor enquanto suo no frio, Não sei aonde estou nem pra onde vou ir agora, Sabe foi tão difícil até aqui eu carreguei tanto peso nas costas No útero dentro do meu ser inteiro, Isso me afunda e vai ficando fundo fundo. Parece que nada valeu tanto pra ter perdido o brio por inteiro, Essas épocas que nem forçando se reconhece o que é verdade. Tem fumaça demais , Mas o foco o fogo não quer aparecer, Enquanto isso lá fora chove, E aqui dentro eu sofro.

Confiança

Confiança.. Herança... Esperança que já se foi.. Trem que partiu.... Avião que avouu .... Nunca mais de novo.... Erros são comuns, mas não fui  quem escrevi as regras.... Dói saber... Dói ter ter tão dentro de mim. Eu nem sabia até ontem que me sentia assim, Essa pilha de coisas uma sobre as outras. Sujeiras nos cantos da sala, Dessa vida que criamos, Mas é hora de crescer e aceitar que certas coisas não tem remédio, Nem do doce nem do amargo, Que confiança é sim como vidro quebrado, E que me quebram desde pequeno e eu não cresci o bastante para alcançar segurança que me baste. Eu não sei se lágrimas colam ou servem para ir embora!