Estrógeno
Eu cheio de tédio,
Busco, mas não sei o que realmente ,
Ficar decodificando, cansa.
Esse códigos sociais,
Que mais parecem números,
E eu não entendo matemática,
Sempre espero que de mim,
Ninguém nada espere,
Porque dar,
Depende de saber o que o outro quer,
E o outro também precisa saber,
E estamos entediados,
Acumulados,
Parece que existem coisas que eu desejo,
Mas que nunca vou ser,
Afinal aves sabem nadar?
Parece que meus hormônios,
Comandam mais que tudo e minha vontade é coadjuvante,
Mas ao todo, contudo porém e sempre,
Continuo apresentada cheia de poeira em uma estante.
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