Hoje lembrei que vou morrer,
Porque isso é fato,
O que nasce,
Vive,
E um dia morre,
Mas o quanto ainda estou viva?
Se meu sentir ,vive sendo roubado de mim.
Enquanto padeço,
Pareço vislumbrar a face da Dona Morte,
Toda pomposa do seu emprego,
Afinal ela sempre vence,
Porém em alguns dias,
Também enterro pessoas que ainda vivem,
Elas estão, andando por ai,
Sorrindo,
Cantando,
Mentindo,
Mas eu optei, por matar,cortar os fios que nos uniam,
Nos enterros, existem o amor que dei de bom grado,
Tudo de bom que tinha no momento,
Fica nesse caixão holográfico,
Que na minha mente eu criei,
Depois que processo tudo só resta, silêncio.
Mas minha morte a cada dia mais perto,
Não quero pensar,
Mas ainda assim sinto esse frio na alma,
Enquanto o caos é meu companheiro diário,
Quando enlouqueci abri minha própria caixa de Pandora,
E tudo ao invés de ir pro mundo,
Brinca dentro da minha alma,
Olho pro furacão dos meus pensamentos,
E fico feliz que só eu posso ver o que ali tem,
Queria me cuidar,como consigo cuidar dos outros,
Afinal tenho me esforçado tanto,
Pra dar o amor que sei que tenho,
Mas que não consigo admitir ,
Que falho comigo mesma,
E nessa batalha,adoeço, faço piada e me esqueço,
Mas tenho esperança que quando a Dona morte,
Vir me abraçar,pelo menos eu tenha feito as pazes comigo mesma,
E realmente perdoar tudo de ruim que me aconteceu.
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