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Cesta com frutas,o enfeite de mesa.

 Cesta de frutas na mesa do vizinho, Alguns tem, algumas coisas, Enquanto outros vivem sem, Que vontade de comer uma coisa, Diz a criança em sua inocência, Ela sabe que não pode pedir, Simplesmente.  Apesar da inocência   Atos são cobrados, Como no mundo dos adultos, Com violência. Sobreviver, não é o mesmo que estar vivo, Queria poder mostrar pras crianças, Que pedir com vontade, Não precisa ter castigo de volta, A vida tem momentos de tensão, mas também tem leveza, Mas não podemos mentir, Acaba o gás, Outra criança tem desejos, Existem doenças, no corpo, na alma,  Depois de tanta vivencia o eu adulto quer poder ser criança , Mas o tempo já passou do meio, Talvez mais próximo do fim,  Passo glitter nas unhas, Espero secar.

Baile de máscaras dos traumas

  Esse baile parecia importante, Então vesti minha máscara, E fui dançar, Mesmo sem saber os passos da quadrilha, Não era Veneza, Mas tinha rios, E esses rios de gosto salgado e doce, Podiam ser lagrimas, De quem? Quem sabe.... Em barulhos os decibéis trazem lembranças, Preciso me acalmar , Senão minha máscara muda, Não quero errar, No erro de jogar o que eu sinto todo no seu colo. Essa máscara não foi você, quem fez.,, A mascara do medo, Eu vejo, Por mais que escondam, Porque conheço o desenho dela, Queria acertar, Mas vivo errando esses passos, Por mais que venha treinando, Mas ao mesmo tempo, Quero enfrentamento, Que me joguem tomates podres, Pra que ai eu quebre a mascara, E possa deixar as emoções no lugar que Elas devem.                                        

Imóvel

  Depois do fogo santo, Vem a clareza, Esses móveis precisam de mudanças E eu de socorro, Mas a quem? Alguns rezam, Pedem a forças exteriores que os libertem das suas angústias, Infelizmente só sei falar a linguagem dos pecadores , Entendo a malícia até a perversão as vezes, Afinal prefiro mostrar o corpo, Do que a minha alma, Essa sim guardada a 7 chaves, Com decodificação digital, Com uma esfinge fazendo perguntas que ninguém sabe responder, Se alguém perguntasse conto todos meus erros, E até porque cometi, Um a um, Ninguém tem responsabilidade, Em cada abandono que aconteceu? Pés que andam demais tem calos por todos os lados, Então qual resposta seria de um corpo, que quebrou sem nenhuma marca aparente, E dói como se o botão de volume tivesse quebrado.                            

Fogueira Santa

          Eu quebrei um copo, E não consegui esconder os cacos... Alguém aos gritos me cobra, Que eu não tivesse quebrado, E nesse interim   enquanto a dor, Faz meus olhos suarem, Eu fico querendo, Que o copo volte a forma antiga, A pele ao contato do seu ódio, Me dói em vários lugares diferentes, Essas marcas vivem em mim de forma integral, E a mais de uma década ressoam todo dia , Não existe terapia, que nos salve de nós mesmos Quando se tem mais dor que aguenta , Que ela transbordou e faz parte de você , Eu canto musicas, Falo comigo em voz alta, Eu sei que minha memória é um castigo   E que no fundo ninguém tem culpa A vida se tornam ciclos E eles nos viciam, Eu não me autorizo a viver a tristeza de forma integral, Porque não acho que ela me mereça  . Vejo os pares que a vida me propõe como analgesia, Preciso de distração constante,   Sei que a casa esta pegando fogo, Mas não...

As vezes,tem sussurro

  As vezes a angústia me abraça apertado, Que parece que nunca mais vou conseguir respirar... Será que o mundo todo lida com consequências dos próprios erros? Pedir ajuda me custa, Que prefiro cometer mais erros, até que algum acerto me sobre,   Tem peso demais na minha existência, ou eu sou fraca ao carregar? Eu queria dizer exatamente o que eu sinto, Mas não acredito que alguém se importe, Enquanto isso a vida ao meu ouvido, Aos sussurros me implode, Aguenta, Aguenta Enquanto tudo explode.        

Estrógeno

  Eu cheio de tédio, Busco, mas não sei o que realmente , Ficar decodificando, cansa.   Esse códigos sociais, Que mais parecem números, E eu não entendo matemática, Sempre espero que de mim, Ninguém nada espere, Porque dar, Depende de saber o que o outro quer, E o outro também precisa saber, E estamos entediados, Acumulados, Parece que existem coisas que eu desejo, Mas que nunca vou ser, Afinal aves sabem nadar? Parece que meus hormônios, Comandam mais que tudo e minha vontade é coadjuvante, Mas ao todo, contudo porém e sempre, Continuo apresentada cheia de poeira em uma estante.                  

Detalhes

  O sonho meu ,eu sem roupa, Eu sei que é sonho, Mesmo assim sinto vergonha de ser vista, E acordada me sinto em dúvida.... Cada coisinha um peso no dedinho do pé, Tantas coisas e nenhuma tem como dividir realmente, Certas coisas queria ate falar em voz alta, Mas quem iria ouvir realmente, Contudo certeza essa ,que a vida finda, E as intenções são as melhores, Vou seguindo sem roupa mesmo, Ao meio de pessoas de terno, Quem por baixo nuas estão, Tem dia que eu só queria silencio e escuro, Tem dias que queria só barulho, E na maioria dos dias só sei que ainda estou viva, Se vivendo..  Espero que sim.